Chico Xavier


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Para a família espírita brasileira, abril é um mês muito especial. Sim, porque no dia 2 de abril de 1910 nasceu, na pequenina Pedro Leopoldo (MG), o médium Francisco Cândido Xavier. Portanto, se estivesse encarnado teria completado 98 anos de existência terrena. Filho de um casal muito pobre, sr. João Cândido Xavier e Dona Maria João de Deus, a família Xavier sempre lutou com muitas dificuldades. Para complicar ainda mais a situação, a genitora de Chico Xavier desencarnou quando ele contava 5 anos, deixando os filhos aos cuidados do sr. João Cândido. Não tendo como cuidar dos inúmeros filhos, o pai optou por entregar cada filho a uma família a fim de amenizar o sofrimento de todos. Chico foi morar com a madrinha Rita. Esta senhora o submeteu às mais ásperas provas de obediência, chegando a obrigar o menino a lamber a ferida da perna de um filho dela para que se obtivesse a cura. Chico a tudo se submeteu pacientemente, sob a inspiração do espírito da mãe que já lhe aparecia no fundo do quintal, ao pé da bananeira. Em 1932, a Federação Espírita Brasileira, então com sede no Rio de Janeiro (RJ), publicou seu primeiro livro psicografado Parnaso de Além-Túmulo obra poética e marco da história da literatura brasileira. O livro causou um impacto muito grande. Houve quem afirmasse que, ou os autores eram os espíritos ou o médium merecia todas as cadeiras da Academia. Como diz o Prof.. Roque Jacintho, Parnaso de Além-Túmulo é a prova moral da imortalidade do espírito. A obra mediúnica de Chico Xavier se prolongou por toda a sua vida, chegando à publicação de 416 livros, por diversas editoras. Há muito mais sobre a mediunidade missionária de Chico Xavier. Fenômenos, curas, orientações, cartas de familiares desencarnados consolando os que ficaram. Chico Xavier como homem e como cristão superou a própria mediunidade. Era um verdadeiro homem de bem. Dele não se pode apontar um senão. Era a vivência de todas as virtudes ensinadas por Jesus, na sua mais ampla aplicação. Tanto é que, entre tantas e importantes personalidades, foi escolhido o ‘Mineiro do Século’. Nós francanos muito devemos ao inesquecível médium. Com inúmeros cidadãos desta cidade estabeleceu vínculos de amizade, incentivando-os à prática da verdadeira caridade. Muitas obras sociais estão aí hoje, por incentivo dele. Devemos elevar a nossa prece a esse missionário da luz que veio ao encontro das carências dos homens para orientá-los, consolá-los e iluminá-los. Em sinal de gratidão, singela e verdadeira, só nos resta dizer: ‘Ave Chico Xavier’. Nós, os teus devedores espirituais, te saudamos! Felipe Salomão integra o IDEFRAN - Instituto de Divulgação Espírita e é bacharel em Ciências Sociais

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