Gilson Pelizaro será o candidato do PT à Prefeitura de Franca nas eleições de outubro. A definição ocorreu após a realização da prévia do partido, realizada no domingo, na Câmara Municipal. O vereador obteve 169 votos, o que equivale a 69% da votação válida, contra 76 (31%) de seu adversário, o professor Carlos Amorim. Houve ainda seis votos em branco e cinco nulos.
Foi formada também, por meio do mesmo processo, a comissão de delegados da legenda no município. Ao todo, foram nomeados 123 filiados ao cargo. A maior bancada é justamente a que apóia Pelizaro, da chamada ala majoritária do partido, que conta com 65 membros. O grupo será responsável pela costura de coligações, escolha da chapa de vereadores e do vice-prefeito.
O presidente do diretório municipal do PT, José Eduardo David, ficou satisfeito com a participação dos militantes e com a escolha do vereador para representar a legenda. “Foi um processo bastante tranqüilo, sem incidentes, com respeito à vontade da maioria. O Gilson construiu uma história e é sua hora de tentar ser prefeito”, disse David.
Pelizaro comemorou a vitória e disse que entrará na disputa para ganhar. “Agradeço a confiança dos filiados e brigarei muito para ganhar. Meu objetivo é trazer para Franca a volta da democracia e das discussões, coisa que não ocorre na administração atual”.
Durante o período de campanha, Pelizaro poderá continuar a exercer normalmente suas funções como vereador. Só ficará sujeito a punições se tentar utilizar o cargo para fazer campanha política. “Nem passa pela minha cabeça fazer isso. Mas também não mudarei minha postura de cobrança na Câmara”.
A convenção oficial do PT ocorrerá no início de maio para a divulgação do restante da chapa. “Anunciaremos os nomes de nossos candidatos a vereador e do vice-prefeito, cuja preferência é de partidos que viermos a fechar coligações. Ficou decidido que conversaremos e negociaremos com todo mundo, menos com o DEM e com o PSDB”, disse David.
APOIO
Derrotado nas prévias, Carlos Amorim prometeu, agora, apoiar a candidatura de Pelizaro. O professor elogiou, ainda, o sistema de votação interna. “A prévia é um processo salutar do PT. Evita que haja caciques. Agora, quero que o Gilson se eleja”, disse.
Amorim não escondeu também que, se houver oportunidade, ele próprio ou algum aliado poderá pleitear o cargo de vice-prefeito. “Vamos ver (...) Meus 31% mostraram que a candidatura de Pelizaro não era unânime”.
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