A Polícia Civil de Franca abriu inquérito para apurar as causas da morte da catadora de materiais recicláveis Roseli da Graça Vitoreli, 44, internada na Santa Casa com perfuração no reto e intestino. Ela foi levada para o hospital na quinta-feira, onde passou por cirurgia. Roseli morreu três dias após supostamente manter relação sexual anal com seu companheiro. Médicos que a atenderam informaram à polícia que ela teria sido vítima de perfurações provocadas por algum objeto.
A família de Roseli acusa seu companheiro, o desempregado ASF, 33, de ter introduzido algum tipo de objeto contundente em seu ânus. Segundo a dona de casa Sueli Batista de Almeida, irmã da vítima, ele era violento e já teria espancado a catadora em brigas anteriores. “Ele quebrou o queixo dela com um soco. Ele pode ter enfiado (sic) um cabo de vassoura nela. Só fiquei sabendo que ela estava internada depois que a operaram na Santa Casa. A polícia tem que investigar isso tudo. Acho que ele matou ela”, disse a dona de casa.
Roseli deu entrada na Santa Casa com cólicas renais na manhã de quinta-feira. Após receber atendimento médico, ficou constatado que ela apresentava sangramento anal e perfurações no reto e intestino. Ela foi submetida a cirurgia, mas, no sábado, acabou morrendo.
Apontado como suspeito do crime, o companheiro de Roseli, o desempregado ASF, foi ouvido na DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Ele nega que tenha introduzido qualquer tipo de objeto no ânus da mulher, mas confessa ter mantido relação sexual anal um dia antes dela passar mal. “Na quarta-feira, durante a noite, nós fizemos sexo. Ela pediu para fazer sexo anal. Mais tarde, ela foi ficando adoentada. Ela sempre teve relação com outros homens. Dessa vez eu caí na bobeira e fiz com ela naquele lugar (ânus). Depois disso ela começou a sentir cólica e obrar (defecar)”, disse o desempregado.
A polícia instaurou inquérito para apurar o que realmente aconteceu com Roseli. O delegado Márcio Murari aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal), onde o corpo foi necropsiado. “Informalmente, o médico legista disse que dificilmente vai poder apontar qual objeto causou os ferimentos. Nós vamos aguardar o laudo e tomar depoimentos de pessoas ligadas à vítima”, disse Murari.
Roseli da Graça Vitoreli foi sepultada ontem, às 10 horas, no Cemitério Santo Agostinho. Ela era mãe de cinco filhos, com idades de 6 a 26 anos, frutos de um relacionamento anterior. Atualmente, nenhum dos filhos moravam com ela.
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