Criar e vender moda em Franca. A idéia pode parecer fantasiosa para a capital do calçado, mas, há cerca de um ano e meio, o setor de tecelagens e confecções do município dá sinais de que a economia local não está centrada apenas num ramo. O número de empresas ligadas à confecção de camisetas, calças, shorts e lingeries cresce a cada dia e os seus produtos já começam a ganhar destaque. De olho nessa diversidade, o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), escritório regional de Franca, vai mapear a indústria da moda na cidade.
O intuito é saber quantas são as empresas do setor, o quanto representam para a economia, o número de funcionários, quais os segmentos, a produção, o mercado de atuação, a competitividade, o modo de gestão, a tecnologia utilizada, além de outras informações administrativas. Os dados serão confidenciais.
O levantamento está previsto para começar em maio e será realizado por uma empresa de pesquisa licitada pelo Sebrae, ainda não definida. Não há uma data precisa para a conclusão dos trabalhos, mas calcula-se que o mesmo esteja pronto entre 60 e 90 dias.
Alexandra Maria da Silva, analista do Sebrae, explicou que o diagnóstico beneficiará os próprios empresários. “Eles terão acesso ao trabalho compilado, com todas as informações agrupadas”.
De posse de todos os dados, o Sebrae se reunirá com os empresários participantes e, juntos, desenvolverão um plano de ações para ajudá-los a identificar possíveis falhas administrativas e operacionais e, ao mesmo tempo, encontrar soluções.
Alexandra disse também que, para iniciar o trabalho, as empresas do setor serão convidadas a conhecer o projeto. Numa segunda etapa, haverá as visitas individuais com duração média de cinco horas cada. “É um trabalho demorado, pois são muitos dados a serem coletados e muitas empresas a serem visitadas”. Para execução do diagnóstico, o Sebrae investirá, em média, de R$ 4 mil para cada grupo de dez empresas visitadas.
Atualmente, o órgão realiza uma pesquisa informal para nortear o trabalho futuro. A analista não sabe precisar com exatidão quantas empresas de confecção foram abertas e quantas deverão ser visitadas. “Sabemos do crescimento do setor, principalmente no segmento da lingerie, mas nenhum órgão da cidade tem ciência da representatividade dele. O diagnóstico também terá essa função”.
O trabalho tem apoio de outros órgãos da cidade, como o Sindicato das Indústrias e a Acif (Associação do Comércio Industria de Franca), que no último dia 9 de abril trouxeram para Franca o lançamento do “Caderno Perfil Inspirações e Tendências da Moda Verão 2008/2009”. “Se antes do projeto promovemos eventos como o lançamento do caderno de tendências, diante dos dados do setor de confecções da cidade e união do empresariado, poderemos fazer muito mais”, disse Alexandra.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.