O motorista de um caminhão carregado de pisos e materiais de construção morreu por volta das 23 horas de sábado. Luciano Machado Saraiva, 28, natural de Pirapora/MG, dirigia um veículo que capotou no km 159 da Rodovia Cândido Portinari, próximo ao trecho conhecido como “curva da morte”. Segundo a Polícia Rodoviária, a vítima fazia o sentido Franca-Rifaina com um caminhão Mercedes de cor verde e placas de Pirapora/MG.
A polícia acredita que o motorista tenha perdido o controle, batido na mureta de proteção e capotado. O veículo parou antes da ribanceira existente no local. Com o desastre, a carga se esparramou pelo local. A cabine ficou destruída e o motorista, preso em seu interior. Segundo o policial Durval, da PM de Rifaina, só a perícia técnica poderá dizer o que aconteceu. A cabine do caminhão chegou a quebrar o pilar de proteção da pista e o caminhão ficou com as rodas para cima. Bombeiros de Franca duas unidades de Resgate foram ao local, mas nada puderam fazer. Ao chegarem, eles atestaram a morte da vítima.
Durante horas, policiais rodoviários sinalizaram o local para evitar novos acidentes. Foi preciso uma máquina retroescavadeira da prefeitura de Rifaina para ajudar a retirar o entulho que se espalhou no local, virar o caminhão e assim resgatar o corpo da vítima. Até o início desta madrugada, todas as ações foram infrutíferas.
A rodovia é a mesma onde cinco pessoas perderam a vida na manhã do dia 28 de março a 300 metros do acidente de sábado. Na ocasião, a batida frontal entre uma Kombi que vinha para Franca e um caminhão carregado de pisos a um quilômetro do trecho conhecido como “curva da morte” deixou Rifaina de luto. O motorista da Kombi, sua mulher, um estudante da Unifran, uma professora de Educação Física e uma aluna da Apae/Franca, todos ocupantes do veículo, tiveram morte instantânea. Duas outras pessoas foram internadas em estado grave na Santa Casa de Franca.
Em maio de 2002, a queda de um ônibus com estudantes que saiu de Franca e ia para Sacramento matou 19, além do motorista do veículo.
O Governo do Estado de São Paulo prevê a construção de um viaduto de 400 metros no local, além da duplicação de 3,5 quilômetros. As obras serviriam para separar o tráfego de veículos na serra de Rifaina. O estudo já está pronto e o custo deve ultrapassar os R$ 20 milhões. O prazo para conclusão é de um ano, mas não há data para o início das obras.
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