O Partido dos Trabalhadores realiza, das 9 às 17 horas de hoje, na Câmara Municipal, a sua prévia para escolher quem será o representante da legenda na eleição para prefeito de 5 de outubro. Dois pré-candidatos concorrem: o vereador Gilson Pelizaro - virtual favorito - e o professor Carlos Amorim.
Segundo a direção do partido, 687 filiados estão aptos a votar, mas a expectativa é que menos de 400 compareçam às urnas. “Esperar cem por cento é muita coisa, mas a metade disso já é um número expressivo”, disse o presidente do diretório local, José Eduardo David.
A experiência política de Pelizaro, que cumpre seu quarto mandato na Câmara Municipal, e sua ampla rede de contatos dentro do partido são indicativos de que suas chances são mais amplas. Ele, inclusive, já fala como candidato a prefeito. “Temos uma proximidade muito forte com o governo federal, que pode ajudar a cidade”.
Sua principal arma de campanha, se for ele o escolhido nas prévias, é conhecida. Ataques à administração Sidnei Rocha (PSDB), principalmente aos pontos conhecidamente problemáticos. “Queremos inverter as prioridades que existem hoje. A Prefeitura dá dignidade para os veículos nas ruas e não para as pessoas. A saúde é o principal gargalo”, disse.
Silas Cuba, também vereador, apóia Pelizaro abertamente e acredita que ele é a opção mais viável do PT para o pleito. “O Gilson é uma pessoa que eu conheço. Sei de sua competência, capacidade e da possibilidade de vencer as eleições. É o melhor no momento para o PT de Franca”, afirma Silas.
Do outro lado do “ringue”, porém, Amorim diz que está longe do nocaute. Aposta em sua juventude e articulação nos meios estudantis para surpreender e faturar a prévia. “A política de Franca está velha. Olhamos o cenário de 20 anos atrás e vemos as mesmas caras: já estavam lá Sidnei Rocha, doutor Joaquim e o próprio Pelizaro”, diz. “A população está cansada”.
O presidente do diretório local, José Eduardo David, fica em cima do muro para preservar sua posição. Embora reconheça a experiência de Pelizaro, acredita que não há favoritismos. “Ambos têm expressão dentro do partido, não sei o que vai dar no fim”, disse.
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