Conselho: a crítica que constrói


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A primeira reunião do Conselho de Leitores do Comércio em 2008 foi quente: em análise, três meses e meio de jornal e de rádio. O órgão representa pontos de vista e sensações dos milhares de lei
A primeira reunião do Conselho de Leitores do Comércio em 2008 foi quente: em análise, três meses e meio de jornal e de rádio. O órgão representa pontos de vista e sensações dos milhares de lei
O sábado, 8 de abril, prometia. Ainda não eram 9 horas – horário normal de início das reuniões ordinárias do Conselho de Leitores do Comércio da Franca e Rádio Difusora – e praticamente todos os conselheiros já estavam a postos. “A primeira reunião de 2008 vinha sendo aguardada com expectativa e, quase por acordo tácito entre todos, tínhamos que chegar um pouco mais cedo, para trocar idéias antes do início dos trabalhos”, disse Ricardo Veríssimo Júnior, um dos mais experientes do grupo, cumprindo segunda gestão. “Às vezes, temos a sensação de que os assuntos que priorizamos segundo ponto de vista pessoais, podem significar confronto no momento da reunião e isso faz perder tempo precioso. Então, é bom conversar com todos antes. A gente arredonda o que pensa e o grupo ajuda, no momento da defesa destas teses”, disse ele, durante o “quebra-gelo” que antecede os encontros na sala de pauta da redação integrada do Comércio e Difusora. Veríssimo está certo. O Grupo Corrêa Neves de Comunicação tem, em seu Conselho de Leitores – que também o é de ouvintes da Difusora – um dos mais importantes instrumentos de avaliação de seu trabalho jornalístico e tem nortedo várias de suas decisões gerenciais estratégicas a partir da crítica que representantes do universo de sua audiência levam ao grupo a cada dois meses, desde 2005, quando o projeto foi iniciado. Não objeta nada a seus integrantes, não ajuíza, garante o direito de livre expressão de pensamento de cada um, seja a fala crítica ou não. Em três anos de atuação, os conselheiros foram responsáveis por mudanças estruturais, de design, de comportamentos profissionais, apontaram rumos, deflagaram verdadeiras “campanhas” para modificar paradigmas que julgaram necessários à continuidade da hegemonia deste Comércio e, mais recentemente – após a eleição do segundo grupo de conselheiros, em 2007 – também da Rádio Difusora. Esta empresa de informação leva verdadeiramente a sério a sensibilidade daqueles que representam e milhares de leitores e ouvintes e entende que sua proximidade com nossos jornalistas, radialistas, editores, produtores, operadores, funcionários dos mais simples aos mais graduados garante a sintonia adequada à defesa da condição de veículos referenciais que o Comércio e a Difusora desfrutam. Portanto, respeitar a opinião do Conselho é, para nós, importante dever de ofício. Hegemonia significa também compartilhar nossas decisões, permitir que elas sejam analisadas, contestadas e até, derrubadas. Tudo em benefício do melhor jornalismo que há 93 anos não abrimos mão de realizar. Vamos a alguns dos melhores momentos do encontro.

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