A melhor escola de ensino médio em Franca cobra mensalidades de R$ 690 de seus 305 estudantes, é gerida pelos próprios professores, que a criaram em 2002, e tem uma proposta pedagógica definida: aprovar seus alunos nas melhores faculdades. Pelo terceiro ano consecutivo, o Colégio Pessoa ficou com a primeira colocação, o que, nem por isso, tirou a empolgação da equipe com a divulgação do resultado de 2008.
“Para nós é uma euforia receber uma notícia como essa, principalmente porque não somos uma escola 100% pronta. Somos professores aprendendo a gerir um negócio”, disse José Biagini Netto, professor de biologia no papel de assessor de marketing.
Netto é um dos 15 educadores que hoje administram o Colégio Pessoa, sem que haja um único dono.
Para a coordenadora pedagógica da escola, Regina Lima, o resultado do Enem evidencia a opção feita pela unidade. Em suas próprias palavras, os alunos chegam ao terceiro ano com a função de estudar e aprender. O aparato que se forma em torno do estudante também está todo voltado para sua aprovação em faculdades e universidades. Aulas específicas por assunto, reforço escolar para alunos com defasagem e uma cobrança sistemática pela participação e maior envolvimento dos pais são alguns dos procedimentos. Dos 78 alunos que freqüentaram a terceira série em 2007, 70 fizeram a prova do Enem.
PÚBLICO EXEMPLAR
Rejuvenescida, a Escola Técnica “Doutor Júlio Cardoso”, vinculada à Fundação Paula Souza, deixa todas as outras escolas públicas de Franca na berlinda. Para integrar um de seus 10 cursos profissinalizantes, é preciso passar por um vestibulinho que, semestralmente, peneira de cinco a seis candidatos por vaga. De acordo com o diretor Mauriel Abib, salas de aulas com 40 alunos, a qualidade dos professores e a estrutura oferecida aos estudantes explicam a colocação que a escola obteve.
O diretor disse que o corpo docente incentiva a participação do aluno no Enem, exame que, em sua opinião, é uma referência de qualidade, útil para a escola e para os estudantes. Na Industrial, até a avaliação que os alunos fazem dos professores é discutida como base para alterações na coordenação pedagógica da escola.
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