Escolas têm o mesmo nível, diz professora


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O Exame Nacional do Ensino Médio apresenta deficiências, mas é uma ferramenta importante de avaliação das escolas e dos alunos. E avaliação não é, necessariamente, algo que o brasileiro goste ou aceite prontamente. Essa é a opinião da professora-doutora Hercídia Coelho, pró-reitora acadêmica da Unifran (Universidade de Franca), para quem a ligeira vantagem das escolas de Franca sobre as de Ribeirão Preto ainda não pode ser interpretada como um resultado definitivo. Para ela, seria mais sensato falar em “homogeneidade”. “É o primeiro ano que vemos essa vantagem, apesar do avanço nas notas em outros anos. Mas não podemos dizer que o ensino em Franca esteja melhor que o de Ribeirão; é cedo para isso”, ponderou a professora. “Podemos falar em nivelamento, pois a diferença coloca as escolas todas no mesmo nível”. De qualquer forma, a professora não vê outra maneira de avaliar o que se aprende em sala de aula que não seja participando de uma prova. Nesse sentido, segue ela, o Enem funciona, pois dá base para as escolas trabalharem para melhorar suas notas. Hercídia Coelho ainda defende uma tese curiosa: o incentivo de professores sobre seus alunos não deveria ser o bastante. “Os profissionais deveriam ter prêmios e gratificações atreladas a seus salários conforme o resultado de sua escola no Enem”. Sobre a nota obtida pela escola “Helena Cury de Tacca”, que ficou com a lanterna em Franca, a pró-reitora da Unifran não foi conclusiva. “Eu não saberia dizer o que pode ter ocorrido. Pode ser falta de orientação aos alunos”. Procurada para falar sobre o desempenho das escolas, a dirigente Regional de Ensino de Franca e Região, Ivani Marchesi, não foi encontrada nem em seu escritório nem no telefone celular. Ela também não retornou às ligações até o fechamento desta edição.

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