Na divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, realizado pelo MEC (Ministério da Educação), as escolas públicas e privadas de Franca tiveram resultados individuais melhores e levaram vantagem sobre as de Ribeirão Preto, cidade vizinha considerada pólo e maior referência educacional da região. Até mesmo as escolas que ficaram com as piores notas em Franca se saíram melhor do que as que tiveram as pontuações mais baixas em Ribeirão. A média de Franca, no quesito “escolas públicas” foi de 50,310 e a de Ribeirão, 49,384. No universo das escolas particulares, o destaque de Franca é ainda maior: 68,020 de média, contra 65,668 para Ribeirão.
Isoladamente, e tendo por base o desempenho das escolas públicas, o primeiro lugar de Franca alcançou nota muito superior à primeira colocada de Ribeirão Preto. A Escola Técnica Estadual “Doutor Júlio Cardoso”, a Industrial, ficou com 67,9 ao passo que a também tradicional “Otoniel Mota”, ficou com apenas 55,12 pontos. No segundo lugar, Franca também ficou à frente. A Escola Mário D’Elia ficou com 56,07 e a Walter Ferreira com 54,79. Na terceira posição houve empate.
Na rede privada, à exceção do primeiro colocado, Franca aparece em seguida com a melhor escola da macrorregião. O Colégio “Fernando Pessoa” recebeu nota 72,98 enquanto que o primeiro, o Colégio Albert Einstein, de Ribeirão, ficou com 75,75.
Ribeirão Preto, no entanto, fecha a média geral de todas as escolas (somando municipais, estaduais e particulares) com vantagem sobre Franca (55,451 a 54,139). A explicação, segundo o próprio Inep, é que com mais escolas e mais alunos participantes, as notas foram puxadas para cima.
O LADO B
A Escola Estadual” Helena Cury de Tacca”, no Jardim Tropical, zona norte de Franca, ficou com o nada confortável último lugar do Enem. Única a oferecer ensino médio no bairro, com cerca de 5 mil moradores, a escola tem 102 alunos matriculados na terceira série do ensino médio, mas apenas 22 fizeram a prova, o que jogou a nota para 47,03 pontos, abaixo das médias nacional e estadual. Para consolo, não foi das piores da região. A última colocada de Ribeirão, por exemplo, chegou a 46 pontos.
Encontrar quem comente o resultado da “Helena Cury de Tacca” é tarefa difícil. Mesmo procuradas, por e-mail e telefone, a Delegacia Regional de Ensino e a Secretaria de Educação do Estado não se pronunciaram sobre o resultado. O diretor Sebastião Donizeti da Silva foi procurado, mas se encontrava em viagem e não atendeu ao Comércio.
Funcionários que conversaram com a reportagem dizem não entender como a escola teve desempenho tão ruim. A “Helena Cury”, com prédio bem cuidado, abriga alunos em sua maioria de famílias de classes média-baixa e baixa, não apenas do Tropical, mas do vizinho Parque Vicente Leporace.
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