Desde o dia 2 de abril, os planos de saúde de todo o Brasil são obrigados a oferecer cobertura para mais de 100 novos procedimentos (veja quadro ao lado). A mudança é resultado de uma consulta popular e os procedimentos incluídos foram os mais pedidos pelos participantes. Vasectomia, laqueadura, inserção de DIU (Dispositivo Intra-Uterino) e sessões com psicólogos e nutricionistas estão entre os serviços incorporados aos planos.
Segundo as operadoras locais, os serviços já estão disponíveis para os convênios firmados após o dia 1º de janeiro de 1999.
Juliana Russo, advogada da Unimed, informou que a coopera tiva já possui os profissionais para todos os novos procedimentos .
“Inclusive, nós já os oferecemos aos convênios regulamentados”, completou.
Outra preocupação dos conveniados diz respeito aos custos dos planos de saúde. Mas os representantes dos planos locais explicaram que a mudança não deve encarecer os planos imediatamente. “Ainda não temos um estudo do impacto dos novos procedimentos nos custos operacionais. Por enquanto não haverá repasse, principalmente porque não há autorização da ANS (Agência Nacional de Saúde) para isso”, disse o médico Mário Portela, diretor da operadora responsável pelo plano de saúde do Hospital Regional.
Segundo um estudo informal da ANS, os novos procedimentos devem causar impacto financeiro entre 3% e 6% às operadoras, o que poderia ocasionar um reajuste de até 8,56% para o consumidor.
RECUSA
A dona de casa Augusta Cristina Baldochi, 35, enfrentou um contratempo ao procurar informações sobre um novo procedimento incluído em seu plano. Há um ano e quatro meses passou por uma cirurgia para a redução de estômago e,consequentemente, perda de peso. Saiu dos 130 quilos em janeiro de 2007 para 85 quilos.
Augusta finalizaria o tratamento agora com a correção do abdome através da dermolipectomia (retirada da sobra de pele sobre o abdome). Com a cirurgia, ela atingirá o peso ideal, que é de 80 kg. Mas o médico que ela procurou disse que não realizaria o procedimento”. “Ele me disse que a Unimed repassa um valor baixo para o procedimento que, segundo ele, leva nove horas dentro de um centro cirúrgico e que portanto não compensaria”, disse. Novamente procurada pela reportagem, a assessoria jurídica da Unimed de Franca tranqüilizou Augusta. “Temos obrigações com o beneficiário e vamos cumprir todas”, disse a advogada Juliana Russo. E orientou que qualquer dificuldade deve ser encaminhadas à ouvidoria da empresa, que fica na Rua General Carneiro, 1595, Centro.
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