A implantação do novo sistema de atendimento do telefone 190 continua polêmica. Na tentativa de pôr uma pedra sobre o assunto, o comandante de Policiamento do Interior -área 3, em Ribeirão Preto, o coronel Pedro Batista Lamoso, reiterou que Franca manterá os atendentes do Copom.
Ou seja, nas palavras do coronel, se uma eventual vítima ligar para o número da Polícia Militar, não correrá o risco de ser atendida por alguém distante mais de 100 quilômetros do local dos fatos que não saiba nem onde ocorreu o crime.
As afirmações do coronel Lamoso contrariam as da major Marli Rossi Silva dos Reis, que, em entrevistas à Rádio Difusora, disse com todas as letras que o atendimento do Copom seria transferido integralmente para Ribeirão Preto. “Pode ter havido um engano dos oficiais que receberam as primeiras informações do comando”, disse o coronel, evitando citar a major, autora das declarações mais polêmicas.
Ontem pela manhã, o coronel ouviu a gravação na qual a major Marli fez as afirmações no programa Show da Manhã, apresentado por Valdes Rodrigues na Difusora, no último dia 27. Ao ser questionado, disse em “engano” da major. “O novo sistema será digitalizado e não terá acesso via rádio, como acontece hoje. O controle disso tudo ficará em Ribeirão, mas o atendimento será feito nas microrregiões do CPI-3. No caso de Franca, a cidade vai centralizar os chamados das cidades próximas, como Restinga, Patrocínio Paulista e Pedregulho, por exemplo”.
O CASO
O anúncio da saída do 190 de Franca causou protestos. Dez dos 15 vereadores de Franca assinaram, na semana passada, um abaixo-assinado encaminhado aos comandos da PM em Franca (15º Batalhão), Ribeirão Preto (CPI-3), e na capital (Comando-Geral da Polícia Militar e Secretaria Estadual dos Negócios da Segurança Pública). O jornal Comércio da Franca e a Rádio Difusora receberam dezenas de e-mails de leitores e ouvintes reclamando da transferência do serviço.
A reportagem tentou vários contatos com a cúpula da Segurança Pública paulista para esclarecer o que de fato acontecerá. A assessoria de imprensa da SSP informou que assuntos relativos à Polícia Militar seriam de atribuição de uma assessoria própria, no 5º Destacamento do Estado Maior. Por e-mail e telefone, os contatos com o órgão foram mantidos, mas sem qualquer resposta.
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