Pelos documentos, o lavrador aposentado José Borges Santana nasceu em 1921. Teria completado, portanto, 87 anos no dia 5 de abril deste ano. Mas para a mulher dele, os filhos e alguns vizinhos, que o tratam como “vozinho”, teria feito 103 anos.
Uma das filhas, Dionísia Mendes de Oliveira, disse que foi uma cunhada dela quem solicitou os documentos do pai e, na ocasião, teria informado a data errada. “Ele não foi registrado porque naquela época demorava muito tirar a documentação. Meu pai e minha mãe fizeram os documentos depois de velhos. Acho que é bem mais velho, sim”, disse.
Ele mesmo não se lembra. Ao ser questionado, responde: “Já perdi as contas. Sou maduro, conheço meio mundo já”.
A história é controvérsa. Com idade avançada, a mulher dele, a dona de casa Ermina Mendes de Oliveira, 81, afirma que teria se casado com 11 anos e que o marido seria “uns 20 anos mais velho”.
Os familiares teriam permitido a união. “Minha mãe morreu no parto e meu pai quando eu tinha 7 anos. Fui criada pela minha avó, que acabou deixando eu me casar com 11 anos”. Ermina diz não ter demorado para ter filhos depois que se casou. O primeiro filho dela está com 57 anos. Isso significa que ele nasceu quando a mãe tinha 24 anos. É provável que ela tenha se casado aos 21 anos. Para ter 103 anos, José teria de ter sido pai aos 69, pois a filha caçula do casal está com 34 anos.
A família disse não ter contato com outros parentes dos idosos, como os irmãos, para que pudessem confirmar a idade.
Com 87 ou 103, José já demonstra os avanços da idade. A visão está comprometida (só vê vultos) e caminha com dificuldades. Gosta de tomar chá e sopa de fubá. Católico, não tem forças para ir à missa e recebe a hóstia em casa, toda semana.
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