Suposto traficante morou na zona norte


| Tempo de leitura: 2 min
O suposto traficante Santiago de Paula Costa, 28, pegou dinheiro emprestado para vir a Franca visitar o sogro. Ao lado da mulher, grávida de 7 meses, o vendedor de sapatos desembarcou no terminal rodoviário ainda de madrugada. Grande parte de sua família é de Franca, inclusive sua mulher. Amigos e familiares ficaram surpresos com sua prisão. Ninguém imaginava que ele poderia estar envolvido com o narcotráfico. Santiago morou na região do Parque Vicente Leporace durante muitos anos. Estudou na escola estadual “Sudário Ferreira”, onde concluiu o segundo grau. Trabalhou como cortador em uma fábrica de sapatos. Se casou com VVJ, 28, e há dois anos se mudaram para o litoral, onde pagam R$ 500 de aluguel em um apartamento na Vila Belmiro, na cidade de Santos. Para a família de Santiago a prisão pode ser um equívoco. “Ele trabalha de vendedor numa loja de calçados com carteira assinada há dois anos. Como uma pessoa ligada a uma quadrilha de traficantes não tem dinheiro? Ele deve, paga aluguel e teve que pegar dinheiro emprestado para vir à Franca”, disse uma de suas tias, que pediu para não ser identificada. No bairro onde foi criado todos falam a mesma coisa. Nada desabona sua conduta. “Trabalhei com ele na fábrica. Ele é uma pessoa normal. Não tem perfil de traficante”, disse o sapateiro ALC, 27. O vendedor não tem passagens pela polícia. Em uma pesquisa feita pela reportagem do Comércio em três delegacias, Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e 5º Distrito Policial, sua ficha é limpa. “Aqui na Dise ele nunca esteve. Não há registros de envolvimentos policiais com este nome”, disse o delegado Pedro Luiz D’alaqua. A única pendência do vendedor, segundo a família, seria uma dívida com a Receita Federal. Há oito anos, um tio do rapaz abriu uma loja de sapatos no litoral em seu nome. A empresa faliu e ficou com débitos junto a fornecedores e ao governo. A mulher de Santiago acreditava ter sido este o motivo de sua prisão. “Ele teve um problema da loja que estava no nome dele, mas isso não dá prisão, não é verdade?”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários