Trânsito: sinalização em baixa, risco em alta


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Dirigir pelas ruas de Franca é uma aventura cada vez mais arriscada. A falta de sinalização, o desrespeito de motoristas e pedestres e o cruzamento de várias vias em um mesmo local, além da falta de visibilidade em outros, coloca em análise a atenção dos motoristas. No caso da educação dos motoristas e pedestres, a solução vem a longo prazo, mas os problemas de sinalização mostram a pouca atenção dos órgãos públicos em relação ao assunto. O Comércio visitou alguns pontos considerados críticos e constatou que, em muitos casos, cabe exclusivamente ao motorista os cuidados necessários para se evitar acidentes; já em outros, falta empenho do poder público em resolver a situação. Um bom exemplo é a Avenida Presidente Vargas, uma das beneficiadas pelo programa de recapeamento da Prefeitura. O trecho que começa no cruzamento com a Avenida Major Nicácio e termina próximo à Avenida Brasil já foi recapeado há mais de um mês e até agora não recebeu a sinalização de solo. Com isso, os motoristas não conseguem definir qual faixa estão utilizando, o que provoca confusão no tráfego. O problema se intensifica nos semáforos, onde a ausência da faixa de pedestres faz com que os carros parem próximos demais do cruzamento, dificultando a passagem de pedestres. O auxiliar de escritório Douglas Fernando,28, é um dos pedestres que se sentem prejudicados. Ele comenta que todos os dias passa pelo cruzamento da Presidente Vargas com a Rua Capitão Anselmo, em frente à Prefeitura. “A faixa de segurança está fazendo uma falta muito grande. O motorista não está respeitando. Ele não sabe onde pára o carro. Tem dias que eles param em frente ao cruzamento, o que atrapalha a gente passar.” Em alguns casos, a culpa não é da nova pavimentação. No cruzamento das Ruas General Osório e Francisco Jorge, por exemplo, além das duas ruas, uma delas com mão dupla, duas outras alças que dão acesso à Avenida Major Nicácio desembocam no cruzamento, causando bastante confusão em momentos de alto fluxo. Apesar da grande afluência, apenas uma placa de Pare está instalada em uma das alças. Na próxima esquina, agora no cruzamento da Francisco Jorge com a General Carneiro, outro problema. Por causa da construção de casas muito próximas à rua, os motoristas que descem a General Carneiro não conseguem ter visão sobre a Francisco Jorge, fazendo com que o carro avance, cruzando quase meia faixa utilizada pelos carros que passam pela rua, cujo movimento é preferencial. Com isso, a confusão é certa. Em 15 minutos em que a reportagem ficou no local, pelo menos cinco situações de estresse por parte dos motoristas foram presenciadas, como buzinadas e xingamentos. O chefe da divisão de Trânsito, Sérgio Buraneli, diz que a Prefeitura tem pleno conhecimento dos problemas e pontuou o que está sendo feito para tentar resolvê-los. Sobre a sinalização horizontal das ruas, ele comenta que os serviços estão paralisados desde domingo passado, quando a tinta utilizada acabou. Ele acredita que até a próxima segunda-feira as obras devem ser retomadas, desde que não chova. Sobre o problema de visibilidade dos motoristas e cruzamentos perigosos, ele ressalta que a Prefeitura iniciou há dois meses um estudo para levantar os principais problemas da malha viária da cidade. O estudo não tem prazo para ser concluído.

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