Árbitros apitam em Franca, mas só pensam em Pequim


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Os árbitros Nilson Menezes (à esq.) e Rogério Pinto embarcam para Pequim no dia 5 de agosto
Os árbitros Nilson Menezes (à esq.) e Rogério Pinto embarcam para Pequim no dia 5 de agosto
A disputa de uma Olimpíada ou Copa do Mundo é o grande sonho de qualquer atleta profissional, indiferente da modalidade esportiva praticada. Com os árbitros, obviamente, as metas não são diferentes. No último fim de semana, estiveram em Franca os juízes de handebol Nilson Menezes e Rogério Pinto. A dupla, que apitou os jogos de estréia das equipes francanas no Campeonato Paulista Júnior da modalidade, foi convocada para trabalhar nos Jogos de Pequim, com início em 8 de agosto. A última vez que uma dupla de árbitros da América do Sul participou de uma Olimpíada foi em 1988, em Seul, na Coréia. Na ocasião, dois argentinos viajaram para a Ásia. Mesmo com tantas competições internacionais em seus currículos, os dois árbitros precisam exercer atividades paralelas para sobreviver. Enquanto Nilson Menezes trabalha como representante comercial em São Paulo, Rogério Pinto ministra aulas de educação física em Santa Bárbara D`oeste. A experiência internacional dos juízes, que fazem parte do quadro da IHF (sigla em inglês da Federação Internacional de Handebol) foi determinante para a convocação. Além dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, no ano passado, a dupla apitou jogos no Campeonato Mundial Adulto na Alemanha, em 2007, e no Mundial Juvenil do Qatar, em 2005. No início do ano, Nilson e Rogério viajaram para a China, onde participaram de um evento-teste do ginásio que receberá a competição de handebol. Ambos se mostraram impressionados com a estrutura disponibilizada. "Realmente tudo ficou muito bonito. Não há um ponto negativo sequer, e pelo que pudemos observar, a competição terá tudo para transcorrer da melhor maneira possível", disse Rogério Pinto. A oportunidade de trabalhar em uma Olimpíada significa a coroação de uma carreira dedicada ao handebol. "Será uma honra para nós representarmos o País em Pequim", disse Nilson Menezes.

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