Exatos dois anos após esmagar a cabeça da própria mulher em uma praça pública de Batatais, o mecânico Edson Fernandes Chagas, 39, começou a acertar contas com a Justiça. Ele foi julgado ontem e condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado.
O crime aconteceu no dia 9 de abril de 2006, madrugada de um domingo, e chocou a sociedade de Batatais pelo grau de violência. Os motivos do assassinato nunca foram revelados. Familiares acreditam que a vítima tenha morrido por causa do ciúme excessivo do marido.
Poucas horas antes, Edson e a mulher, Luciana Cristina Branco, 27, haviam saído para se divertir em uma choperia. Dançaram e beberam por cerca de três horas.
No retorno para casa, eles pensaram em chamar um táxi, mas não encontraram nenhum. Seguiram andando. Na oportunidade, Edson disse à polícia que o fato deixou a mulher nervosa e ela teria passado a chamá-lo de “burro” e a acusá-lo de “não conseguir dar um filho a ela”. Ao chegarem na Praça Anita Garibaldi, a 600 metros da choperia, o mecânico passou a espancar Luciana.
Edson matou a mulher batendo com a cabeça dela em um banco de concreto e esmagando-a com um bloco de cimento. Supostamente arrependido, tentou o suicídio saltando de uma laje. Quebrou apenas o braço e sofreu lesões no rosto. Foi preso em flagrante e teve de ser operado dois dias depois.
O mecânico perambulou por cadeias da região e está recolhido no Jardim Guanabara, em Franca, há pouco mais de um ano. O julgamento durou nove horas e só terminou às 18h40. Agora, Edson deverá ser transferido para alguma penitenciária no interior do Estado para cumprir a pena.
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