Os problemas alérgicos, gripes e outras complicações registradas durante esta e a próxima estação não provocam “corrida” apenas às farmácias. Os hospitais de Franca registram movimento até 100% maior que durante o verão. As doenças respiratórias, gripes e viroses são os principais motivos da procura por médicos. O outono tem como características tempo seco e mudanças bruscas de temperatura, que ocasionam os problemas de saúde.
As estatísticas do Pronto-socorro Infantil registradas na estação passada e depois que começou o outono demonstram as diferenças entre as épocas. No dia 1º de março de 2008, passaram pelo PS 275 pacientes. Na mesma data, em abril, a quantidade foi de 367, quase cem (ou 33%) usuários a mais. Homero Rosa Júnior, médico da Vigilância Epidemiológica Municipal, disse que a alteração é esperada por conta da mudança da estação. “Não há nada anormal ou fora do controle”, disse.
No Hospital Regional, o movimento está mais intenso também. Márcia Giacomini, coordenadora de enfermagem do hospital, disse que o número de inalações feitas por dia dobrou. “Antes, solicitávamos 40 frascos de soro por dia, agora precisamos de 80. E o problema afeta crianças e adultos. A pediatria, aliás, está com 90% da capacidade ocupada devido às internações de crianças”.
No Hospital Unimed, o departamento marketing informou que a média de atendimentos para usuários com diarréia e vômito está mantida. São cerca de 250 casos por mês.
Na UBS do Aeroporto 24 horas, atendentes perceberam aumento nas inalações feitas por problemas respiratórios. Simone Mutran, coordenadora das UBSs na Secretaria de Saúde, disse que não tinha dados de atendimentos em mãos e precisaria de dois dias para levantá-los.
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