Durante a tarde de ontem, o Comércio da Franca tentou entrar em contato com a responsável pelo DRS-8, Adriana Ruzene, para comentar os problemas constatados pela reportagem na última terça-feira. Mas não foi encontrada. Em duas ligações efetuadas para o telefone do DRS-8, ninguém atendeu.
A Farmácia de Alto Custo é ligada ao Departamento Regional de Saúde, órgão do governo do Estado. Fornece medicamentos de preços elevados para tratamentos de pacientes que não dispõem de condições financeiras. Cada um dos 17 Departamentos Regionais de Saúde possui a sua, atendendo uma região. Alguns cobrem mais de 100 cidades, como é o caso de São José do Rio Preto. A abrangência do DRS-8 é de 22 cidades, incluindo Franca.
Os problemas de atendimento não ocorrem apenas aqui. Um exemplo ocorreu no último dia 28, quando o promotor de Justiça de Bauru, Fernando Masseli Helene, ajuizou 11 ações contra a DRS-6 pelo não cumprimento de determinações judiciais de entrega de medicamentos a pacientes de alto custo. Tal como acontece em Franca, a burocracia gera longa espera de pessoas em busca de remédios.
O caso de Célia Lemes, que enfrentou a longa espera para retirar um formulário, e depois terá de repetir o procedimento para pegar o remédio, é um exemplo do quanto a burocracia emperra o atendimento.
Uma solução que poderia ser adotada em São Paulo já existe no Rio Grande do Sul: a mesma ficha para solicitação do remédio de alto custo está disponível no site da Secretaria de Saúde do Estado na internet. Qualquer cidadão gaúcho pode imprimir pelo computador e entregar nas farmácias de distribuição, sem filas, sem horas de espera, sem retorno.
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