Pacientes da região também sofrem com a demora


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O sofrimento para a retirada de medicamentos de alto custo não é exclusivo de pessoas que moram em Franca. A dona de casa Maria José Ferreira Santos, 51, uma vez por mês, sai de sua residência, em Patrocínio Paulista, para buscar um remédio que combate suas crises de asma. Um frasco do pó para o tratamento custa R$ 150. Sem condições para comprá-lo, só resta recorrer à farmácia de alto custo. Na última terça-feira, Maria José saiu de casa às 6h30, viajou na van do Departamento de Saúde da Patrocínio, chegou às 7h15, retirou sua senha e conseguiu deixar o prédio às 14 horas. Só conseguiu chegar por volta das 16 horas em casa. A mulher, que toma conta da neta, reclama: “Acho que falta um atendimento mais agilizado. É muita burocracia. Seria muito melhor se a gente pudesse retirar o remédio em Patrocínio, para não ter essa dificuldade toda”. A irritação com a demora também pôde ser notada nas declarações do sapateiro João Batista Cassimiro, 42, que mora no Jardim Palma, em Franca. Ele foi uma das pessoas que não conseguiram ser atendidas na segunda-feira, fato que gerou tumulto na farmácia. Voltou no dia seguinte, chegou às 8 horas, foi chamado às 13 horas, e, duas horas depois, saiu com as cartelas de Espiridon para a irmã, que sofre de problemas mentais. Cada cartela com 20 unidades do remédio custa R$ 80. “Tive que faltar dois dias ao trabalho para poder retirar o medicamento. Estou revoltado. Isso é uma falta de respeito com o cidadão”, desabafa o sapateiro.

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