Doze dias após anunciar que o telefone de emergência 190 de Franca seria transferido para Ribeirão Preto, a Polícia Militar recuou e disse que a mudança não acontecerá. Não há uma justificativa oficial para a alteração nos planos, mas a reação popular contra a medida foi forte.
No dia 27 de março, a major Marli Rossi Silva dos Reis, coordenadora-operacional do 15º Batalhão, informou que o Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) passaria a operar em Ribeirão Preto até o fim do ano. Disse que a mudança faria parte de uma modernização no sistema. “O centro do atendimento do 190 será em Ribeirão. As ligações cairão lá. O atendente fará a transmissão em tempo real para o despachador de viaturas, que ficará em Franca. É ele quem vai lidar com a situação, despachar viaturas e ter referência dos locais”, disse na ocasião.
A reportagem foi publicada pelo Comércio no dia seguinte. Por meio de e-mails enviados à Redação, leitores repudiaram a iniciativa. A Câmara também se movimentou. Dez dos 15 vereadores assinaram um manifesto de repúdio aos comandos da PM na capital, em Ribeirão Preto e em Franca.
Coincidência ou não, o coronel Pedro Batista Lamoso, do CPI-3 de Ribeirão Preto, que abrange 93 cidades, falou com a Difusora, ontem, e mudou o discurso. “Na verdade, não vai haver esta modificação. O 190 vai permanecer em Franca. Com o sistema digital, o que pode acontecer é as chamadas das cidades vizinhas se concentrarem no Copom de Franca”.
A major foi procurada para comentar o assunto, mas não retornou às ligações, o mesmo acontecendo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar em São Paulo.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.