Rodas de carros viram alvo de ladrões em Franca


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DEPENADOS - Bandidos invadiram estacionamento, ontem de madrugada, e furtaram jogos completos de rodas de quatro carros: os pneus de um quinto veículo também foram retirados e deixados no pátio
DEPENADOS - Bandidos invadiram estacionamento, ontem de madrugada, e furtaram jogos completos de rodas de quatro carros: os pneus de um quinto veículo também foram retirados e deixados no pátio
Uma nova modalidade de crime tem tirado o sono e causado prejuízos a donos de revendas de veículos em Franca. Atraídos pela facilidade em levantar dinheiro, criminosos invadem as lojas para roubar as rodas dos carros em exposição. Em menos de um ano, seis estacionamentos já foram alvo dos ladrões. Na madrugada de ontem, em uma única tacada, quatro automóveis foram depenados e ficaram “descalços”. Somente neste caso, o prejuízo beira os R$ 4 mil. O comerciante Jorge de Souza, 37, chegou para trabalhar, ontem cedo, e levou um susto ao abrir seu estacionamento, localizado na Avenida Orlando Dompieri. Primeiro, avistou um Ômega sem as quatro rodas de liga esportiva. Em seguida, constatou que dois Palios e um Apolo também haviam sido atacados. Para agir, os marginais utilizaram as chaves de roda e macacos dos próprio carros. “É a segunda vez que sou vítima deste tipo de crime. Hoje (ontem), eles ainda chegaram a tirar três rodas de um quinto veículo, mas não conseguiram levar. Fizeram a festa mesmo. Pelo jeito, só faltou fazerem um churrasco”, afirmou. Outros cinco donos de garagens ouvidos ontem pela reportagem disseram ter passado pela mesma situação e ficado no prejuízo. “Este tipo de furto vem ocorrendo há algum tempo e nos preocupa. Temos intensificado as investigações na tentativa de identificar os autores. Recentemente, prendemos um criminoso e conseguimos recuperar as rodas que havia subtraído. Infelizmente, existem vários ladrões”, disse o investigador Aderson, da Divecar (Divisão de Furtos e Roubos de Veículos) da Polícia Civil. [FOTO2] Segundo o policial, os furtos não são praticados por uma quadrilha especializada, mas por vários criminosos diferentes. Em boa parte dos casos, trata-se de viciados em busca de dinheiro para comprar drogas. “As rodas são vendidas facilmente em algumas borracharias, revendas de peças usadas ou sob encomenda de interessados. Existem pessoas que adquirem a mercadoria devido ao preço ser muito barato, o que acaba fomentando o crime”. Ainda de acordo com Aderson, como as rodas não possuem identificação, a polícia enfrenta dificuldades para comprovar que são roubadas. Os investigadores dependem, basicamente, do reconhecimento por parte da vítima. NAS RUAS Não são só os comerciantes que têm de se preocupar. Os ladrões também miram suas garras para veículos estacionados nas ruas da cidade. Os alvos preferenciais, neste caso, são os estepes afixados do lado externo de caminhonetes e modelos esportivos em geral. O investigador Aderson disse que a polícia tem feito inspeções periódicas. Na sexta-feira, foram vistoriados desmanches em diferentes áreas da cidade. “Normalmente, quando o comerciante adquire este tipo de mercadoria não fica com ela na loja. Ele dá um jeito de desovar rapidamente para fazer lucro e evitar prisões”.

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