Crianças são impedidas de entrar em casas


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“Mosquito da dengue, osso duro de roer, pega um pega geral, vamos encontrar você...”. Nem mesmo o grito de guerra entoado pelas crianças durante o arrastão contra a dengue foi capaz de quebrar barreiras no que se refere à fiscalização de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. No trajeto de quatro quarteirões, os alunos da Escola Municipal “José Mário Faleiros” foram impedidos de entrar em três residências. Numa delas, inclusive, o morador se recusou até a abrir o portão. Idealizadora do arrastão, a professora Adriana Cintra Ferreira ficou indignada e disse que pessoas como essas acabam por prejudicar todo um trabalho de prevenção. “É inacreditável que, mesmo diante de tanta divulgação em relação ao perigo da dengue, a gente ainda encontre resistência”. Rute Dermínio Silveira, bibliotecária da escola, que também ajudou no arrastão desta quarta-feira, foi outra que não conseguiu entrar em uma das casas para fiscalizar. “Anotamos o endereço e vamos pedir para que os agentes da Vigilância retornem. Pelo portão, vimos que o quintal está cheio de entulhos”.

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