Professor cai no golpe do falso seqüestro e perde R$ 5 mil


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Um golpe manjado, aplicado em pleno dia da mentira, causou grande prejuízo a um professor de Franca. O caso só veio à tona ontem, pois a vítima ficou constrangida por cair na conversa dos golpistas e não queria que a história fosse revelada. A ocorrência repete um roteiro amplamente alertado. Na madrugada do dia 1º, o professor de 69 anos recebeu uma ligação em sua casa. Do outro lado da linha, uma mulher gritava e chorava. Na seqüência, um homem que se identificou como “Paulão” entrou na linha e disse que a filha dele estava em seu poder. Se quisesse salvar a vida dela, deveria pagar R$ 10 mil. O professor alegou que não tinha o dinheiro e pechinchou. Inicialmente, o valor do “resgate” caiu para R$ 7 mil. Diante da insistência, “Paulão” fez um desconto e aceitou receber apenas R$ 5 mil. O valor foi depositado em uma conta corrente aberta com documentos falsos. O professor ainda comprou 24 cartões de telefone celular, no valor de R$ 50 cada e repassou as senhas de recarga para o suposto seqüestrador. Era a exigência para que sua filha fosse “libertada” diante da Prefeitura. A vítima ficou plantada no local até que um amigo da família chegou com a filha, que não sabia de nada. O golpe do falso seqüestro teve seu auge há um ano, quando a Polícia de Franca chegou a receber 20 pedidos de socorro por dia. Três mulheres morreram no Estado em decorrência de complicações cardíacas provocadas pelo choque ao atenderem os telefonemas. Normalmente, as ligações partem de dentro de penitenciárias. Os criminosos usam gravações ou põem pessoas ao vivo simulando a voz de um suposto parente mantido refém. Como a maioria dos telefonemas é feita durante a madrugada, a vítima acorda assustada e acredita mesmo ter ouvido a voz do parente. “Em caso de dúvida, procure a Polícia. Jamais faça qualquer tipo de pagamento antes de nos comunicar”, orienta o delegado Wanir José da Silveira Júnior.

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