O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) cobrou agilidade da diretoria da Francana para o processo de venda do patrimônio do clube à Prefeitura. Além do terreno de mais de 22 mil metros quadrados, as dívidas do clube também seriam englobadas no negócio. Pela avaliação oficial municipal, a área custa R$ 6.023,375,00.
A assessoria de imprensa do governo municipal informou ontem que há um prazo legal para a tramitação da venda. Isso porque, segundo a lei eleitoral, neste ano há eleição e a Prefeitura não pode adquirir nada após 30 de abril. A assessoria afirmou que a Prefeitura não quer correr o risco de ser questionada judicialmente sobre essa compra.
O que falta para o negócio continuar é a entrega de um levantamento dos credores da Francana. Esse documento será avaliado pela Prefeitura e remetido à Câmara Municipal. Só então seria votado um projeto que possibilite a transferência desses valores da Francana para a administração pública do município.
A diretoria do clube vem fazendo esse levantamento desde o ano passado e o presidente José Servino Braga prometeu que protocolaria o documento na semana passada, o que não aconteceu.
Sidnei Rocha, por meio de sua assessoria, confirmou que pode até desistir da compra se julgar que não haverá tempo suficiente para a tramitação de todo o processo. A compra da área tem de passar por aprovação na Câmara e no Judiciário.
O negócio acertado entre a Veterana e a Prefeitura livraria o clube de suas dívidas, avaliadas em mais de R$ 4 milhões. Em troca, a Francana entregaria todo seu patrimônio. A diferença de valores seria paga pelo governo municipal em parcelas de R$ 50 mil mensais.
O presidente José Braga não foi encontrado ontem à noite para informar se o levantamento foi concluído e quando deve protocolar a lista dos credores na Prefeitura.
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