O PSB deverá oficializar, nos próximos dias, a candidatura do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Pereira Ribeiro, para a disputa da Prefeitura nas eleições de 5 de outubro. O presidente do diretório local, deputado federal Marco Aurélio Ubiali, dá como certo o lançamento de Ribeiro que, por sua vez, não esconde a vontade de entrar no páreo. O único entrave para o anúncio seriam os familiares do vereador, que não estariam favoráveis à sua candidatura. A convenção da legenda está marcada para 6 de junho.
Ubiali diz que o processo de escolha está avançado e que até mesmo os outros três pré-candidatos do PSB, o presidente da Unimed, Ricardo Bessa; o ex-presidente da Apae, Paulo Zamikhowsky, e a proprietária de uma escola de cursos preparatórios, Rosângela Teruko Ueda, decidiram abrir caminho e fecharam em torno de Ribeiro. “Temos um candidato de excelente perfil, que sempre quis ser prefeito, que é o doutor Joaquim”, afirma. “Ele colocou o nome dele à disposição. Ele quer”.
Ribeiro, a princípio, reluta em assumir o que é dado como certo nos bastidores, que ser prefeito é seu sonho antigo. Afirma que a menção do deputado é meramente entusiasta. “Minha família pede pelo amor de Deus para eu não mexer com isso. O Ubiali diz isso porque fui muito bem votado para vereador”, diz.
Mas o anseio de Ribeiro fica evidente após alguns minutos de conversa. Ele diz que governar o município não é só uma aspiração sua, mas de todos os políticos locais. “Não adianta hipocrisia. Quem não gostaria de ser o prefeito de sua cidade?”.
Mais à vontade, o vereador arrisca até pequenas observações sobre a administração de Sidnei Rocha (PSDB). Nas entrelinhas, sugere que o tucano não investe como poderia no aspecto humano. “O Sidnei conduz bem a cidade, mas eu tenho uma visão diferente da dele. Certamente me envolveria mais pelo lado social e da saúde, que tem muita coisa para se fazer”, afirma.
Apesar da “alfinetada”, Ribeiro não esconde o respeito pelo prefeito. Tanto que, na quarta-feira passada, esteve no gabinete de Rocha para manifestar sua vontade de ser candidato. O tucano teria dado uma espécie de “bênção”, dizendo que incentivava a ampla disputa “em prol da democracia”.
INSISTÊNCIA
Joaquim Ribeiro já concorreu à Prefeitura de Franca em duas oportunidades e em ambas terminou na terceira colocação. Em 1968, perdeu para José Lancha Filho, com Fábio Meirelles em segundo lugar. Já em 1996, viu Gilmar Dominici (PT) ser eleito, seguido por Gilson de Souza (DEM).
O mais próximo que chegou da Prefeitura foi no pleito de 1972, quando exerceu o cargo de vice-prefeito na segunda gestão de Hélio Palermo.
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