Secretário estadual garante: ‘curva da morte vai acabar’


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O governo de São Paulo vai construir um viaduto de 400 metros na “curva da morte” e duplicar um trecho de 3,5 quilômetros para separar o tráfego de veículos na serra de Rifaina. O estudo já está pronto e a ordem para a elaboração do projeto executivo foi dada. As obras vão custar de R$ 20 a 25 milhões e devem demorar um ano para ficar prontas. Não há uma data estipulada para o início. Dependendo da agilidade do processo de licitação, podem começar ainda em 2008. A informação foi confirmada ao Comércio da Franca, ontem, pelo secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce. “Pode garantir aí que as obras vão sair. É um compromisso nosso”. Mauro Arce se reuniu, ontem, com o deputado estadual Gilson de Souza (DEM) e com os prefeitos Hugo Lourenço (PMDB), de Rifaina, e Hélio Kondo (PMDB), de Cristais Paulista. Os políticos reiteraram os pedidos e cobraram soluções para se evitar que a curva continue matando. Ouviram que as obras são prioridade do governo e receberam a promessa de que, desta vez, elas vão sair do papel. Tiveram acesso ao pré-projeto e puderam ver o que está sendo planejado para o perigoso trecho. Após o encontro, o secretário falou com a reportagem por telefone. Afirmou que o Estado está empenhado em solucionar o problema. Nos setes minutos que durou a conversa, repetiu por três vezes que o projeto é complexo. Atribuiu parte das tragédias aos motoristas e admitiu: o governo ainda não tem os recursos necessários para bancar os investimentos. “O dinheiro vai ter que aparecer”. Mauro Arce informou que o projeto base e o levantamento topográfico da área, que classificou como extremamente acidentada, já estão prontos. “Agora, estamos autorizando a elaboração do projeto executivo. É o projeto final da estrutura e das duplicações para que, em seguida, possamos fazer a licitação. Se tudo correr bem e do jeito que desejamos, é possível que as obras comecem ainda este ano”. Na melhor das hipóteses, ficariam prontas só a partir do fim de 2009. A se julgar pela complexidade do projeto e pelo valor milionário dos recursos envolvidos, supõe-se que o processo de licitação seja arrastado em função de eventuais recursos e impugnações. “Obras como estas geram muitas disputas de interessados”, lembra o secretário. O projeto prevê a duplicação da Rodovia Cândido Portinari a partir do distrito de Alto Porã até o fim da seqüência das curvas, já nas proximidades de Rifaina. O viaduto seria construído sobre a “curva da morte” e usado apenas pelos veículos que estiverem descendo a serra. “Eu saí muito confiante da audiência com o secretário. O projeto é difícil e envolve muito dinheiro, mas nós recebemos a palavra, o comprometimento do Estado. O governador José Serra é um homem sério. Tudo o que ele fala, cumpre. Por isto, acredito que as obras vão sair”, comentou o deputado Gilson de Souza.

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