Secretário culpa motoristas por mortes


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Confira a entrevista concedida com exclusividade pelo secretário estadual de Transporte, Mauro Arce. Comércio - O que pode nos dizer sobre a reunião? Mauro Arce - É a continuação de um trabalho que a gente vem fazendo junto com o deputado e com os prefeitos desde que assumimos aqui, no sentido de se fazer uma mudança muito grande na região da chamada “curva da morte”. Há dez dias, infelizmente, tivemos um acidente lamentável. Eu queria de novo ressaltar que eu tenho colocado isto. Muitas vezes, a gente perde um pouco a razão, motivado pela emoção, e passa-se a culpar exclusivamente a estrada por um acidente que, muitas vezes, tem como origem, talvez, o comportamento de nós, motoristas. Vamos colocar assim, vamos nos incluir. Na região de Franca, acontecem casos lamentáveis e, evidentemente, há uma comoção e uma preocupação muito grande com o que pode ser feito na estrada. Não tenho a pretensão de achar que vamos resolver o problema definitivamente, porque, infelizmente, motoristas que não respeitam a sinalização e a velocidade permitida vão continuar existindo. Comércio - O que, de concreto, já foi decidido pelo governo? Mauro Arce - Tomamos a providência no sentido de fazer um projeto, que é complexo. Naquela área em particular, vai ter que ser feito um viaduto de quase 400 metros de comprimento e uma duplicação do trecho em termos de três a três quilômetros e meio para que a gente tenha uma separação do tráfego ali na região. O viaduto, evidentemente, é a obra mais importante e a mais complexa. Então, já fizemos um projeto base e o levantamento topográfico. A região é extremamente acidentada e, agora, estamos autorizando a elaboração do projeto executivo. É o projeto final da estrutura e das duplicações para que, em seguida, a gente possa fazer a licitação. Comércio - O senhor acredita que as obras comecem ainda este ano? Mauro Arce - Estamos em abril... Eu diria que é possível. Evidentemente, a gente depende muito do processo de licitação que nem sempre corre do jeito como a gente gostaria, em função de disputas de interessados em obras como estas. Se tudo correr bem e não tivermos recursos jurídicos e coisas do tipo, é possível que a gente comece até o fim desde ano. A construção da obra vai durar cerca de um ano. Comércio - O governo já tem os recursos necessários? Mauro Arce - O recurso “carimbado” do tipo: olha é para fazer as obras no quilômetro 459 da Cândido Portinari, desta forma, não. Mas, a obra é prioritária e vamos buscar estes recursos. A obra vai custar em torno de R$ 20 a R$ 25 milhões. De qualquer forma, o dinheiro vai ter que aparecer porque a obra é necessária. Comércio - Podemos garantir aos leitores que as obras vão sair? Mauro Arce - Sem dúvida. Pode garantir que as obras vão sair. É um compromisso do governador José Serra, evidentemente, nosso aqui.

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