Ary Balieiro deve ser pedra no caminho de Sidnei Rocha


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FIEL DA BALANÇA - O vice-prefeito Ary Balieiro diz que tem votos para decidir a eleição
FIEL DA BALANÇA - O vice-prefeito Ary Balieiro diz que tem votos para decidir a eleição
A postura do vice-prefeito Ary Balieiro (PTB) é oposta à de Sidnei Rocha (PSDB). Normalmente discreto, Balieiro mudou o discurso e falou abertamente que disputará as eleições municipais de outubro, com ou sem o tucano. Ary afirma que seu partido está aberto a negociações e, se não houver acerto com Rocha, poderá costurar coligação com outras legendas ou até mesmo partir para uma candidatura própria. Aos 72 anos, acredita que ainda tem força física e política para isso. “Estou com a saúde boa e a cabeça melhor ainda. E a disposição mais adiante ainda”, afirma. Balieiro diz que não falou com Rocha sobre reeleição, mas que o tempo do PTB poderá não ser o mesmo do do prefeito, que só quer falar de candidatura no fim de maio. “Teremos nossa convenção no dia 24 e estaremos abertos a todas as possibilidades. O Sidnei sabe que tem uma coligação com o PTB e sabe o valor de minha votação”, diz, sem esconder segundas intenções. Outro fato que pode distanciar a dupla é a mágoa de importantes membros do PTB com o prefeito, que teria proposto um governo conjunto, mas “encostado” o vice após a vitória em 2004. Com isso, estão propensos a exigir mais espaço na administração para continuar a parceria. “Precisamos ter uma quantidade mínima para justificar nossa participação (...) Os elementos do PTB foram responsáveis - sou até pretensioso - por 70% do quadro de hoje, de confiança e capacidade de investimento”, afirma Ary. Dirigentes do PTB dizem que a situação com o PSDB é “frágil” e que a probabilidade de rompimento é real. Principalmente após supostos convites de legendas como PSB e PMDB para formar coligações. Há outra corrente que defende, ainda, a opção de lançar Ary a prefeito com sua mulher, a presidente da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Maria Ignês Archetti, de vice. “Não descartamos nada. Estamos livres”, diz Balieiro. SEM CORRERIA Sidnei Rocha afirma que não tem pressa para discutir a continuidade ou não da parceria. Ele insiste que ainda não é candidato e a negociação com Ary - a quem diz que dá plena prioridade - acontecerá na hora certa. “Caso eu venha a ser candidato, a prioridade é do Ary. Não sou de trair as pessoas. Agora, se o partido dele quiser discutir outros caminhos, tudo bem, será a opção do partido dele”, diz. Para o tucano, é importante costurar uma dobrada forte, mas muitas vezes, dá-se mais peso ao cargo de vice do que, de fato, ele possuiria. “O vice tem importância, mas não tem a importância que às vezes se quer dar, por interesses políticos ou diversos. É importante que a chapa seja boa, mas é claro que o nome que está em julgamento público é o do prefeito”, afirma. Sobre o descontentamento com a pequena ação efetiva de Balieiro, Rocha diz que é absolutamente normal que as principais decisões do governo sejam tomadas exclusivamente por ele. “Não dá para consultar o vice-prefeito toda vez que for tomar uma decisão (...) Mas a gente se dá muito bem fora e dentro da política. Não vejo razões para mágoa. Talvez alguém tenha interesse em me atritar com Ary”.

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