Sidnei resiste, mas candidatura à reeleição é praticamente certa


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EM DÚVIDA? - Prefeito diz que tem apoio do povo, do partido e da família para tentar reeleição
EM DÚVIDA? - Prefeito diz que tem apoio do povo, do partido e da família para tentar reeleição
Sidnei Rocha (PSDB) ainda não disse com todas as letras, mas deu várias pistas de que será mesmo candidato à reeleição para a Prefeitura de Franca. Chegou até a dizer, em entrevista na última quinta-feira, como deverá ser sua campanha e que espera ataques da oposição aos seus dois “calcanhares-de-aquiles”: a compra da rádio Hertz e sua ida para a presidência da Vasp. “O povo não agüenta mais ouvir isso, mas se quiserem falar, falem”, disse. O prefeito recebeu a reportagem do Comércio em seu gabinete. Estava sereno - como em 2004, antes das eleições - e por mais de duas horas falou sobre o cenário político, adversários, Câmara Municipal e da relação com seu vice, Ary Balieiro. Sua tranqüilidade era tanta que chegou a se referir ao vereador Gilson Pelizaro (PT), um de seus maiores desafetos políticos, como sendo “uma boa pessoa”. Acompanhe, a seguir, os principais trechos da conversa. Comércio da Franca - A seis meses das eleições, quais os nomes, a seu ver, que estão despontando? Sidnei Rocha - É difícil, não tenho tempo de acompanhar. Não gostaria de especular. Só no final de maio é que eu vou entrar em um processo de conversação política. O que sei é o que vocês publicam. Não gostaria de citar ninguém. Quando for a hora, aprofundarei nessa discussão. Comércio - Nomes dados como certos para a corrida à Prefeitura são de André Jorge (PPS), Marcelo Caleiro (PMDB) e Gilson Pelizaro (PT). São bons concorrentes? Rocha - Parecem-me ser pessoas boas, conheço, claro, os três e acho que são pessoas boas. Em termos gerenciais, administrativos, não posso dizer se são ruins. Não tenho opinião formada. Se são candidatos, têm o direito de ser. Que sejam. Condições de disputar a Prefeitura todo mundo tem. Comércio - O senhor acredita que tem chances de ganhar a eleição já no primeiro turno? Rocha - Não posso ficar falando em hipóteses. Não sei. Só vou analisar, como disse, no fim de maio, mas jamais darei uma resposta dessa. Óbvio que se amanhã eu vier a ser candidato, vou entrar para ganhar. Comércio - Na pesquisa realizada pelo Instituto Datalink, em dezembro, seu índice de rejeição batia à casa dos 35%. O senhor acha que isso pode atrapalhar em uma disputa de segundo turno? Rocha - A pesquisa foi feita um ano antes da eleição. Não dá para analisar. De qualquer forma, se eu for candidato vou trabalhar para diminuir qualquer tipo de rejeição. Por isso tem a campanha, para estrategicamente colocarmos aquilo que achamos melhor. Comércio - A população quer sua continuidade? Rocha - Tenho duas coisas em mãos: a pesquisa que vocês publicaram (aprovação de 69%) e o carinho do povo nas ruas por onde vou, onde eu passo. Sinto um carinho muito grande. Comércio - E o PSDB? Rocha - O partido também quer (a reeleição). Quer sim. Comércio - E a família, tem restrições? Rocha - Não tem. Mas nós temos uma forma de viver, não sei se é diferente, de evitar conversar de política. Falamos de outras coisas. No mundo de hoje, a gente nem encontra tanto com a família, não fez refeições no mesmo horário. Comércio - Então, se todos querem, a candidatura é certa? Rocha - Só falta a vítima tomar a decisão (rindo e fazendo sinal de positivo com o polegar direito) e isso não tem pressa, porque a eleição é no dia 5 de outubro. Comércio - Nesta eleição, o senhor não será mais um “defuntão político”, como disse em 2004, após ser eleito? Rocha - Agora não sou defuntão mais, porque agora estou aqui (na Prefeitura) há quase três anos e meio. Defino-me como um cidadão feliz, um pouco cansado pelas exigências, mas muito feliz por estar conseguindo dar as respostas que a população precisa. Comércio - O senhor está pronto para enfrentar as críticas e acusações dos adversários mais uma vez? Rocha - Como rádio Hertz e Vasp? Não dá para prever se haverá isso. Mas se quiserem falar, que falem. Acho que o povo nem agüenta mais ouvir isso. E todas as vezes que colocaram isso eu esclareci, eu expliquei. E se for preciso, explico outra vez.

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