A ascensão social das famílias em Franca é vista como sinal de desenvolvimento da cidade. Um exemplo é a história do garapeiro Hélio Donizeti Carrijo, 51, do Residencial Nova Franca. Até 2002, ele tinha uma pequena barraca de lona para a venda de caldo de cana.
Com a melhora da situação financeira, Carrijo sofisticou as acomodações e, no início de 2007, abriu uma filial em parceria com um amigo. A renda mensal de R$ 600 passou para R$ 1,1 mil. Animado com a mudança de vida, ele pensa inclusive em expandir os negócios e, até o fim do ano, abrir uma pastelaria ao lado da barraca de caldo de cana e, com isso, empregar a filha ou algum parente. “A situação melhorou e, com um pouco de controle, a gente consegue progredir”, disse.
Para o economista Hélio Braga Filho, o crescimento das classes sociais com maior poder de consumo resulta numa ligeira diversificação da economia da cidade. “Mais investimentos devem ser atraídos para Franca, pois um consumo maior permite o desenvolvimento de setores como alimentação, supermercados, o comércio em geral e a prestação de serviços”.
Braga diz que o comportamento da cidade reflete o padrão nacional e alavanca uma cadeia de relações benéfica para o futuro. “Novos investimentos geram mais emprego e renda e à medida que esse conjunto cresce, quem se beneficia é o povo”.
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