Feiras regionais disputam mercado


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Arsênio de Freitas discursa durante a apresentação da feira de calçados, no pavilhão da Fenafic
Arsênio de Freitas discursa durante a apresentação da feira de calçados, no pavilhão da Fenafic
Os calçadistas francanos que apostam na exposição dos seus produtos para vender mais podem preparar seus estoques. Vinte e quatro anos depois de perder a Francal, Franca voltará ao cenário das feiras de calçados com três eventos anuais: a Fecafran (Feira do Calçado de Franca), que acontece de 13 a 16 de maio, e a FCA (Feira de Calçados e Acessórios), de 1º a 4 de setembro, e com a segunda edição programada para o primeiro semestre de 2009. Diferente da Couromoda, que lança as coleções outono/inverno no mês de janeiro, e da Francal, com lançamento de coleções primavera/verão no mês de julho (ambas realizadas na capital), as feiras regionais terão como principal foco os negócios. A idéia não é fazer com que o empresário crie novos modelos para expor, mas vender os produtos que já passaram pelo setor de modelagem e estão na linha de produção ou acabados. “Nossa feira é para vender sapato”, disse Arsênio Freitas, presidente da FCA. A experiência de feiras locais já é realizada em pólos como Nova Serrana (RJ), Belo Horizonte (MG), São João Batista (SC), Juazeiro (BA), mas, no Estado de São Paulo, Franca será a primeira. Para empresários do setor, a realização do evento regional é interessante porque dá a oportunidade para quem não participa de feiras nacionais e será um atrativo para compradores num raio de até 300 quilômetros da cidade. “Estamos perdendo espaço para outros pólos que têm iniciativas como esta. Para vender, precisamos mesmo aparecer”, disse Jaime Borges, diretor da Calçados Stefanello. Téti Brigagão, diretor de marketing da Calçados Sândalo, concorda. “Feira regional é uma realidade que a gente vê em todos os setores. Nós mesmos participamos de quatro feiras em diferentes pólos calçadistas neste ano”, disse. Para expor nas duas feiras regionais programadas para este ano, em um espaço de 10 metros quadrados, o empresário terá que desembolsar R$ 4.830. Se a pretensão for ocupar um espaço também na Francal, o custo subirá para R$ 9.180. Apesar do gasto, Arsênio de Freitas garante que há empresários que expõem nas grandes feiras e estão interessados em participar da feira de Franca. “A cidade comporta uma feira em cada semestre porque o custo é baixo para o expositor. Ele não terá despesa com viagens, hospedagem, enfim, poderá apresentar seu produto sem sair de casa”. Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal, disse que torce pelo sucesso das feiras locais. “O que me espanta é, do nada, nascerem três feiras por ano. Mas torço para que o pólo calçadista de Franca seja beneficiado”.

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