Os servidores públicos municipais e estaduais que concorrerão nas eleições de cinco de outubro começam a se desincompatibilizar dos cargos que exercem. Pelo menos seis deles já comunicaram o afastamento ontem. Até julho, prazo final para os desligamentos, a expectativa é que outros 40 façam o mesmo.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obriga que todos os candidatos que possam tirar proveito do cargo para conseguir votos se afastem antes do pleito. Delegados de polícia, chefes de autarquias e empresas públicas e fiscais de tributos, por exemplo, têm de se desligar com seis meses de antecedência. Em outros casos, o afastamento ocorre entre três e quatro meses antes da eleição.
Os delegados Marcelo Caleiro (PMDB), da Ciretran, e Graciela Ambrósio (PP), da Delegacia de Defesa da Mulher, oficializaram seus afastamentos à Delegacia Seccional. Serão substituídos, respectivamente, por Augusto Ricci e Djalma Batista.
O mesmo ocorreu com o superintendente da Prohab, Vanderlei Tristão (PTB), seu auxiliar, Marco Garcia, e com o diretor do Banco do Povo, Otávio Pinheiro. Nos três casos, por se tratar de cargos comissionados, as saídas foram comunicadas diretamente ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que deverá anunciar os substitutos na segunda-feira. No setor de Recursos Humanos da Prefeitura, somente um afastamento oficial, do fiscal Pedro Barreto.
Segundo o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, os servidores concursados que se afastam para disputar as eleições recebem normalmente seus salários, mesmo sem trabalhar. Se desistirem, porém, têm de restituir o erário.
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