Trinta dias após a rebelião que culminou na transferência de 192 detentos, a Cadeia Pública do Jardim Guanabara voltou a “inchar”. De 4 de março, dia em que os presos atearam fogo em cinco celas da cadeia, até ontem, dia 4 de abril, 39 novos “inquilinos” foram incorporados ao contingente local. As contas, feitas em progressão aritmética, dão uma idéia de como os problemas podem reviver o barril de pólvora permanente em que se tornou uma das poucas e maiores cadeias públicas do interior paulista.
Segundo o diretor do Guanabara, o delegado de polícia Eduardo Lopes Bonfim, “se o ritmo de prisões se mantiver, até o fim de abril o prédio estará superlotado novamente”.
A transferência dos 192 detentos ocorrida uma semana após a rebelião soou como a solução dos problemas. Mas a indefinição sobre a construção do novo Centro de Detenção Provisória (CDP), que ainda aguarda a autorização do Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (Daia) (veja mais no texto ao lado), e a entrada diária de dez novos presos em média na cadeia pública são como dois passos para trás. “Entra uma média de dez presos por dia e saem de 20 a 25 por semana”, disse Bonfim em recente entrevista. O limite do local é de 216 presos.
Ontem, por exemplo, três novos presos foram levados para o Guanabara. Apenas um deles tinha saída programada após pagamento de fiança. À tarde, um homem que espancou a mulher também seria encaminhado para uma cela do local. Somados, a cadeia já ultrapassava, até o meio-dia desta sexta-feira, os 332 detentos.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.