Dupla ajudou menor a matar amigo de 15 anos


| Tempo de leitura: 2 min
MORTE MISTERIOSA - Um mês após ter desaparecido, Gustavo Henrique Apolinário foi encontrado enterrado em mata próxima ao campo do Jardim Palestina: verdadeira motivação do crime brutal é um mistério p
MORTE MISTERIOSA - Um mês após ter desaparecido, Gustavo Henrique Apolinário foi encontrado enterrado em mata próxima ao campo do Jardim Palestina: verdadeira motivação do crime brutal é um mistério p
A Polícia Civil de Franca vai pedir a prisão preventiva de mais duas pessoas por envolvimento na morte do garoto de 15 anos encontrado enterrado ao lado do campo do Jardim Palestina segunda-feira. Investigadores da DIG descobriram que outro menor de 17 anos e um homem de 21 também ajudaram a matar e enterrar Gustavo Henrique Apolinário. Um adolescente de 16 anos já havia sido preso no dia. Ele alegou ter agido sozinho. Ao depor, disse que matou o amigo por este ter-lhe dado um tapa na cara. A suspeita, no entanto, é que Gustavo tenha sido assassinado por contrariar normas de criminosos que agem na zona leste de Franca. Desde o início, o brutal crime é marcado por mentiras e contradições. Morador do Jardim São Luiz, Gustavo desapareceu de casa no dia 2 de março. Não demorou para que rumores dessem conta de que ele estava morto. Na semana passada, investigadores da DIG chegaram a fazer buscas em locais em que ele poderia ter sido enterrado. Na segunda-feira, 31, os policiais localizaram um adolescente de 16 anos. Ele assumiu a autoria do crime e disse que havia jogado o corpo de Gustavo em uma cachoeira nos fundos no Jardim Paulistano. “Nós viemos aqui fumar crack. Uns dias antes, ele havia dado uma tapa na minha cara. Não queria matar ele, não, mas eu tava muito louco (sic). Dei umas pauladas na cabeça dele e joguei lá dentro”. Não havia cadáver algum no local. Pressionado pelos policiais, o menor resolveu falar a verdade e disse que havia enterrado Gustavo ao lado do campo do Jardim Palestina. O corpo foi encontrado no local por volta das 20 horas. Estava enrolado em um cobertor e amarrado com fita crepe. Havia lesões provocadas por faca e paus. O autor disse que havia cavado a vala no dia anterior e usado o cobertor que trouxe de casa. “Pelas evidências, tudo denotava que ele não havia agido sozinho. Acabamos de fechar o caso e apuramos o envolvimento de outros dois indivíduos, sendo um menor de idade. Eles já foram identificados e ouvidos na delegacia. O adolescente confessou ter participado do espancamento, enquanto o maior admitiu ter arrumado o cobertor e ajudado a enrolar e enterrar o corpo”, contou o delegado Márcio Garcia Murari. Todos os acusados são moradores do Jardim São Luiz. Um deles é vizinho de rua da vítima. Apresentaram a mesma versão de que o suposto tapa na cara do amigo seria a causa do crime. “A motivação pode ter sido outra, mas não temos uma prova substancial disto”. A vítima teria comprado drogas com notas falsas e estaria cometendo pequenos furtos no bairro. Teria sido ordenada a se mudar do bairro ou parar de cometer os crimes. É possível que tenha morrido por não obedecer.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários