Um fazendeiro da região encontrou cerca de 30 quilos do inseticida BHC (hexaclorocicloexano ou hexabenzeno de cloro) em uma fazenda em Claraval no último dia 23. O veneno, proibido em grande parte do mundo, e no Brasil desde 1984, estava mal acondicionado na propriedade rural. Sem conhecimento, o fazendeiro, cujo nome não foi divulgado, trouxe o produto para Franca.
A informação foi dada ontem por Francisco Setti, gerente da Cetesb (local). Ainda na sexta-feira, o veneno foi levado para o Vale do Paraíba, onde será incinerado.
De acordo com Setti, ainda há resíduos de BHC em toda a região, mas não é possível precisar em que quantidade. A orientação é de que caso se encontre o veneno, que ele não seja manuseado nem retirado do local. Neste caso, deve-se entrar em contato com a Cetesb, e no caso de Minas Gerais, com os órgãos estaduais competentes.
Setti cita que para evitar gastos extras, o produtor que por acaso comprou o veneno, ou qualquer produto químico, deve apresentar a nota fiscal para se identificar o fabricante, e, com isso, cobrar dele o processo de incineração.
No caso do produtor citado, como não sabia a origem do produto, caberá a ele todo o custo da incineração, que deve ser feita apenas nos lugares autorizados. O custo gira em torno de R$ 1 mil o quilo do produto incinerado. O despejo do veneno em rios e córregos ou seu aterramento pode trazer graves danos ao meio ambiente e à população.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.