Show de Diego Figueiredo, Saulo e Giovana mereceria outro recinto


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Ao tocar o violão, o instrumentista Diego Figueiredo fez performances extraordinárias que marcam o seu estilo
Ao tocar o violão, o instrumentista Diego Figueiredo fez performances extraordinárias que marcam o seu estilo
Um lugar onde as pessoas pudessem se acomodar com mais tranqüilidade e conforto para assistir a um show de grande qualidade artística. Essa é a única crítica que se poderia fazer à apresentação que lotou a Água Doce Cachaçaria na noite de quinta-feira, quando o guitarrista Diego Figueiredo exibiu-se pela primeira vez com o tenor Saulo Couto e a cantora Giovana Mantovani em Franca. No espaço escolhido pelos artistas para lançar o show que vão mostrar em turnê pelo Brasil e por cidades européias, alguns setores de mesas, fosse pela localização, fosse pela conversa excessiva e em voz alta de freqüentadores indelicados, fosse ainda pela circulação sem critério dos garçons, não favoreceram aqueles que compareceram para ver e ouvir um dos maiores guitarristas do mundo, com prêmios expressivos em festivais internacionais, e seus novos partners. Outro aspecto negativo foi a visibilidade. Parte da platéia não conseguia ver todos os artistas no palco, encobertos que ficavam por algumas colunas. Mas o show foi perfeito para os (poucos) privilegiados que conseguiram acompanhá-lo sem interferências dissonantes. O show, que começou com atraso de duas horas, às 23 horas, estendeu-se até à primeira hora da manhã. Giovana esteve irretocável em canções como a americana Unforgattable e o brasileiro Samba da Minha Terra. Saulo arrancou aplausos com árias como Nessum Dorma, da ópera de Puccini. Diego entrou na segunda parte, em performances extraordinárias, todo o corpo modulando em acordes junto à guitarra, naquele estilo que já o tornou conhecido de seus fãs. Seu arranjo para Trenzinho Caipira, de Villa Lobos, deixou eletrizada parte da platéia que ali estava realmente por causa da excelência da música. Pena que nem todos conseguiram ouvir a história contada no palco pelo instrumentista, explicando de que forma havia surgido a inspiração para o clássico. Disparada, Tico-Tico no Fubá, Upa Neguinho, Gente Humilde e Manhã de Carnaval foram algumas das execuções já memoráveis de um repertório selecionado com extremo bom gosto.

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