A agenda do presidente Lula


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Os índices de aprovação do presidente Lula e de seu governo atingiram a 73% e 55% respectivamente, conforme pesquisa CNI/Ibope divulgada recentemente. Os números são eloqüentes e consolidam uma agenda programática que está mudando a qualidade da estrutura econômica e social do País. Quais as bases da agenda que se traduz na alta aprovação popular do presidente da República e de seu governo? O desempenho da economia é um deles. Já é consenso entre economistas de várias linhas de pensamento que o País ingressou em um ciclo de crescimento sustentável. A linha econômica do governo Lula assenta-se em política fiscal responsável, política monetária rígida e ampliação agressiva de crédito ao consumidor. Alia-se a estes fatores a valorização real do salário mínimo e o número recorde de empregos com carteira assinada. Há um vigoroso mercado interno que hoje puxa para cima o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A criação de um mercado interno de massa estava escrita no Programa da Frente Brasil Popular de 1989, primeira candidatura de Lula à Presidência da República. As políticas sociais configuram outro pilar. Levantamento do IBGE, tendo como base o ano de 2006, indicou que 25% da população mais pobre tiveram acesso a algum projeto de transferência de renda do governo federal, algo em torno de 46 milhões de pessoas, com condicionalidade na manutenção das crianças nos bancos escolares. Conforme o economista Marcelo Nery, da Fundação Getúlio Vargas, o Brasil “vive momento mágico” e que estamos assistindo “à década da redução da desigualdade social”. Levantamento denominado “O Observador Brasileiro 2008” , realizado pela Cetelam, empresa francesa que atua no mercado financeiro, apontou que no ano passado, 20 milhões de pessoas saíram das classes D e E migrando para a C. Há um novo tipo de mobilidade social proporcionando condição de renda e consumo e fazendo do Brasil um País de classe média com 86,2 milhões de brasileiros. O presidente Lula estruturou e colocou em funcionamento uma agenda programática onde alia crescimento econômico com distribuição de renda, invertendo a lógica tradicional de primeiro crescer para depois dividir o bolo. O metalúrgico reorganizou o Estado brasileiro, coordenou a criação de capacidades de governo para elaborar e implantar políticas públicas eficientes e eficazes de inclusão social. Há setores, porém, que não se conformam em constatar a capacidade do presidente Lula e imprimem explicações bisonhas que descambam para o puro preconceito; “são os nordestinos”, “o brasileiro não sabe votar”, “são todos míopes” ou “estão sendo enganados pela propaganda do governo”. Mas, como escreveu Élio Gaspari, “a patuléia veio para ficar”. JEFFERSON RIBEIRO é jornalista e foi secretário de Governo, de Gilmar Dominici (PT), em Franca

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