‘Sentei em cima dele, amarrei e enforquei’


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A princípio, a adolescente de 16 anos, acusada de matar o aposentado, se recusava a falar sobre o crime. Por várias vezes xingou os repórteres, mas logo deixou a revolta de lado e contou detalhes do assassinato. Sem demonstrar nenhum tipo de arrependimento e brincando com algumas situações, ela revelou os motivos do crime. Comércio da Franca - O que aconteceu para você matar o aposentado? Vocês brigaram? Adolescente - Não. Nós estávamos de boa. Eu deitei na cama, ele apagou a luz. Depois eu passei a corda no pescoço dele, deixei só um laço. Aí sentei em cima dele, amarrei e enforquei. Comércio - Por que você fez isso? Adolescente - Eu não sei. Não sei o que deu na minha cabeça. Comércio - Ele estava dormindo quando você colocou a corda nele? Adolescente - Não. Nóis dois estávamos acordados. Comércio - Ele não se debateu? Adolescente - Não deu tempo. Eu puxei forte a corda. Comércio - Você havia usado drogas? Adolescente - Eu bebi pinga. Comércio - Depois que você o matou, o que você fez? Adolescente - Catei o botijão (de gás) e fui embora para minha casa. Comércio - Você comentou com alguém sobre o crime? Adolescente - Falei para minha mãe. Falei que tinha matado ele e não expliquei o motivo. Comércio - Você ‘ficava’ com ele? Adolescente - Eu ficava com ele desde meus 13 anos de idade. Eu transava com ele. Comércio - Você gostava dele? Adolescente - Gostava. Ele me dava dinheiro, comida quando eu precisava e me tratava bem. Comércio - Então por que você o matou? Adolescente - Droga... Não sei... A pinga: por causa de bebida. Comércio - Antes de matá-lo vocês transaram? Adolescente - Não. Só deitei com ele, falei que ia dormir e amarrei a corda no pescoço dele. Comércio - Você está arrependida? Adolescente - Não. Aconteça o que acontecer, não tô nem aí, não. Comércio - E agora: o que você espera daqui para frente? Adolescente - Ah... Não espero nada... (diz rindo). Espero que eu vou presa, vou ficar um tempão, já fiquei uma vez mesmo. Vou ficar de novo.

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