Aos 16 anos, matou o amante de 82


| Tempo de leitura: 2 min
VIDA BANDIDA - Após causar tumulto na delegacia, adolescente que confessou ter matado homem, o idoso Orival Geraldo Pinto (no destaque) foi algemada por policiais: exalava cheiro de álcool e falava para quem quisesse ouvir que não est
VIDA BANDIDA - Após causar tumulto na delegacia, adolescente que confessou ter matado homem, o idoso Orival Geraldo Pinto (no destaque) foi algemada por policiais: exalava cheiro de álcool e falava para quem quisesse ouvir que não est
Uma relação conturbada entre um idoso e uma adolescente de 16 anos terminou em morte, ontem de madrugada, em Patrocínio Paulista. A menor enforcou o sitiante aposentado Orival Geraldo Pinto, 82, na cama em que dormiam. Depois, roubou um botijão de gás e foi embora. Horas depois, ela mesma ligou para a polícia se passando por outra pessoa e acabou confessando o crime. “Matei por causa da cachaça”. Há um mês, ela já havia esfaqueado a vítima. Orival era sogro do cabo Funchal, da Polícia Militar. De serviço, foi ele quem encontrou o corpo. A história revela a banalidade do crime e a falta de estrutura familiar. Na delegacia, a menor e sua mãe, que exalavam forte cheiro de álcool. Entre sorrisos, gritos e palavrões, tumultuaram o atendimento da ocorrência. A família mora em uma casa popular, dividida ao meio, no Jardim Bandeirantes. A bagunça e a falta de higiene imperam no local. A menina, apesar de jovem, já esteve presa na Febem por roubo. “Roubei um picolezeiro em Franca para tomar o dinheiro dele”. Afirma que seu trabalho é fazer programas sexuais. “Isto não é serviço? Lógico que é, uai”. A vítima era chamada pelos amigos de “Seu Fininho”. Viúvo, morava sozinho em uma pequena casa de fundos na Rua Coronel João Vilela, Centro. Era integrante do grupo da terceira idade de Patrocínio, gostava de dançar e praticar esportes. Recebia apenas a aposentadoria (R$ 415) e pagava R$ 210 de aluguel. Não tinha o braço esquerdo. De acordo com a versão da adolescente, vinham mantendo relações sexuais há três anos. No dia 5 de março, aproveitando-se da ausência do idoso, ela se trancou no interior do imóvel dele para uma festinha particular com amigos. Ele retornou às 23 horas e teve que arrombar a porta para poder entrar. A garota se escondeu na sala e o esfaqueou no ombro ao ser encontrada. Por causa da agressão, respondia por ato infracional na delegacia da cidade. [FOTO2] O esfaqueamento não resultou no fim da relação entre ambos. Na noite de ontem, a adolescente voltou a dormir na casa do aposentado. Ela o teria matado por volta das 2 horas, mas o crime só foi descoberto às 15 horas. “Liguei para a polícia, me identifiquei como Vanessa e falei que a N (citou seu nome) havia matado o ‘Seu Fininho’”. O cabo Funchal, genro do aposentado, e o soldado Silveira foram até o local e o encontraram morto sobre a cama. Estava deitado de costas e com uma corda e uma atadura no pescoço. Sangrava pelos ouvidos. De acordo com peritos, é um sinal de que possa ter havido fratura no crânio. Imediatamente, policiais civis e militares foram até a casa da menor e a detiveram. Apreenderam o botijão roubado em uma casa vizinha. A menor confessou o crime e disse ter agido sozinha. Ela foi levada para a cadeia feminina de Batatais. A polícia apura se o crime teve a participação de outras pessoas.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários