Entidades apontam para a falta de mão-de-obra


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Júlio César Cheade, presidente da Aearf (Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos da Região de Franca), e Emílio Crespilho Filho, presidente da Coopecc (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais da Construção Civil) não têm estatísticas sobre a construção civil em Franca, mas compartilham da mesma opinião. Os dois confirmaram o “boom” vivido pelo setor na cidade e acreditam que a mão-de-obra ficará escassa com tanta procura. “Não tenho dados precisos, pois é difícil contabilizar estatísticas do setor. Mas a partir de agosto de 2007, as obras aceleraram e apresentaram um crescimento de 50% a 60% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Isso acarretará a falta de mão-de-obra e encarecimento dos materiais com a alta procura”, disse Júlio Cheade. Para ele, como no mercado de carros, a facilidade de pagamento permitiu o acesso à casa própria. “Hoje, os financiamentos dos imóveis chegam a 20 anos”. Emílio, da Coopecc, acredita que a falta de profissionais já é sentida. “Não existe mão-de-obra especializada na cidade. A categoria ainda enfrenta outro problema: não tem vínculo empregatício, pois tudo está terceirizado. Quando tem serviço, o profissional ganha por tarefa. Se chover não recebe”, disse.

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