O menino Boris Kipriyanovich, nascido em 11 de janeiro de 1996 na cidade de Volzjsky, região de Volgorad, Rússia, tem chamado a atenção dos cientistas desde que nasceu. Especialmente porque desde os 8 meses falava fluentemente. Com 1 ano e meio lia, com facilidade os jornais do dia. Aos 3 anos conhecia com detalhes o sistema solar, nomeando e localizando os planetas. Também falava com fluência sobre outros sistemas e galáxias.
Quando completou 7 anos de idade começou a relatar sobre duas existências que dizia ter vivido no planeta Marte. O que mais impressionou os cientistas, contudo, foi o fato de fazer relatos sobre a estrutura físico-química das rochas de Marte, o que só era do conhecimento de autoridades altamente especializadas. Relatou, ainda, com riqueza de detalhes, a estrutura das naves espaciais e as expedições ao planeta Terra.
Fez citações importantíssimas sobre o grande continente da Lemúria que desapareceu pelo afundamento nas águas, após violento cataclismo. As referências que fez sobre os raios emitidos pelas naves/sondas russas, que provocavam a sua destruição ao contato da atmosfera de Marte, foram levadas ao conhecimento das autoridades responsáveis pelo Programa Espacial Russo que cuidavam das naves Phobos I e Phobos II.
Falando sobre as suas existências no planeta vermelho - Marte - Boris afirma que o planeta sofreu uma transição traumática, o que obrigou os habitantes a viverem sob a superfície do planeta. Não devemos nos espantar com tal afirmativa, vez que, aqui mesmo na Terra, em países assolados pelo frio intenso, há verdadeiras cidades subterrâneas com intensa vida em todos os aspectos, a exemplo de Munique, na Alemanha e Montreal, no Canadá.
Afirma ainda, o garoto Boris, que nosso planeta sofrerá uma transição não traumática a partir de 2009 a 2013, com a vinda de espíritos evoluídos que aqui reencarnarão para promoverem mudança planetária. Seriam as crianças índigo?
O que diz o Espiritismo sobre tais fatos ? Desde o surgimento de O Livro dos Espíritos, no dia 18 de abril de 1857, em Paris, França, que a Doutrina Espírita ensina sobre a pluralidade das existências e a pluralidade dos mundos habitados. Portanto, a lembrança de reencarnações anteriores não é um fato isolado e acontece em todos os países e em todas as épocas. Veja-se, a respeito, a história dos gênios precoces, que tanto impressionaram a humanidade. Mozart, Pascal, Gianela Di Marco, Kin-Wong-Wong e tantos outros aí estão para corroborar o que dissemos.
Quanto ao fato de existências anteriores em outros planetas, convém o estudo detalhado do capítulo IV, da segunda parte de O Livro dos Espíritos, questões 166/221 onde o assunto é, detalhadamente, estudado. As lembranças do garoto Boris podem ser fruto da sua imaginação ? Claro que podem. Em Espiritismo aprendemos que é preferível rejeitar 9 verdades que aceitar uma só mentira. No caso em tela, no entanto, para se debitar tudo à imaginação do menino, é preciso admitir sua genialidade, porquanto, nada do que afirma contraria o conhecimento científico vigente. Portanto, a hipótese elegante, que é a que melhor explica os fatos é, sem dúvida, a reencarnação. Aí lembramo-nos dos versos de Castro Alves, nosso Condoreiro, pela pena de Chico Xavier, dizendo: “Há mistérios peregrinos, / No Mistério dos destinos / Que nos mandam renascer. / Da Luz do Criador nascemos, / Múltiplas vidas vivemos / Para à mesma luz volver”.
FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN).
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