A cada novo acidente nas proximidades da “curva da morte”, a história se repete. Políticos prometem soluções para o problema, mas, até agora, nada foi feito. 28 pessoas já perderam a vida no local. Ontem, mais um acidente foi registrado próximo ao local. Após as cinco mortes na última sexta-feira, o DER (Departamento de Estradas e Rodagens) prometeu a construção de uma nova pista, mas não marcou prazos para o início da obra. Fica a pergunta: desta vez, algo será feito de fato?
Da promessa à execução da obra, o caminho é longo. O DER abrirá uma licitação neste mês para a escolha da empresa que fará o projeto do viaduto que será erguido no local. Esse processo levará, no mínimo, três meses.
Depois de escolhida, a empresa terá mais quatro meses para concluir o projeto (com cronograma e custos). O valor desta obra passará por uma avaliação do governo, que verá a disponibilidade financeira. Quando liberada a verba, outra licitação será aberta, desta vez, para escolher a empreiteira que executará o projeto. Serão mais três meses de espera.
Embora os prazos apontem, pelo menos, dez meses de processos, a assessoria do DER afirmou, ontem, que a obra é prioridade do governo do Estado e deve começar neste ano.
Na segunda-feira, a assessoria do deputado Roberto Engler (PSDB) chegou a divulgar um boletim em que afirmava o início da obra para outubro. A informação não foi confirmada. “Não dá para precisar uma data por conta dos processo de licitação. A viabilidade de recursos também pode demorar um pouco”, disse a assessora do DER.
Na semana passada, Sílvio Aleixo, assessor da Secretaria Estadual de Transportes, já havia anunciado a abertura de uma licitação para este mês. Segundo ele, um estudo inicial do DER apontou a necessidade de consertar o traçado da rodovia num trecho de 5 quilômetros. Neste estudo, a pista atual ficaria apenas para a subida e uma nova pista seria construída para descida dos veículos. A obra está estimada em R$ 20 milhões.
MISSA E MANIFESTO
Amigos e familiares das vítimas do acidente na Cândido Portinari, ocorrido na última sexta-feira, participam hoje, às 19 horas, na Paróquia Santo Antônio, em Rifaina, da missa de sétimo dia da morte das cinco pessoas. Além da missa, o prefeito de Rifaina, Hugo Lourenço, mobilizou a população para um manifesto amanhã, às 10 horas, na serra de Rifaina. O protesto tem como objetivo chamar a atenção das autoridades para solucionar o problema no trecho. A Polícia Rodoviária dará apoio aos manifestantes.
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