A preocupação e desgaste vividos pelos 70 alunos que viajam para atendimento na Apae de Franca já foram sentidos por familiares de ex-alunos da Apae de Batatais. Até cerca de dez anos atrás, a unidade recebia 20 alunos de Altinópolis e um ônibus cheio, com 35 usuários, de Brodowski. Mas as duas cidades ganharam Apaes e acabou com a preocupação dos pais e próprios funcionários da entidade batataense.
Uma das mães que comemoram a oportunidade da filha estudar em sua cidade é a serviços-gerais Nair Fernandes Oliveira, 49. Portadora de Síndrome de Down, a filha dela, Daiane, 26, é aluna da Apae de Altinópolis. Antes de ter uma unidade em sua cidade, viajava diariamente para Batatais no microônibus da prefeitura. Dos dois meses de vida até os 5 anos, a mãe acompanhava a filha, mas quando completou 10 anos passou a ir sozinha. “Com a Apae na nossa cidade, ficou bem melhor. Antes meu marido sofria muito de preocupação e nem queria que ela continuasse na Apae. Eu entregava nas mãos de Deus cada vez que saía de casa para viajar”, disse Nair. “Ela precisava do trabalho da fonoaudióloga e fisioterapeuta e na rede de saúde não tinha há 26 anos quando a Daiane nasceu”.
Hoje, os 340 pacientes da Apae de Batatais são da própria cidade. “Ter as Apaes em outras cidades da região é bom para os alunos, pois não precisam passar pelo desgaste das viagens diárias e evita o risco de terem alguma intercorrência, como convulsão, no caminho”, disse Lidiane Leandri, secretária da entidade, que funciona na cidade desde 1970.
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