Profissão beleza


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A vaidade é uma característica que persegue as mulheres há tempos. No cotidiano delas, roupas, sapatos, jóias, perfumes e kits de maquiagem continuam sendo itens indispensáveis, mas já não são suficientes para deixá-las completamente felizes. Se quiser comprovar nossa tese, dê uma passada pelas diversas clínicas de estética espalhadas pela cidade. Cada vez mais procuradas, elas são prova de que a vaidade, além de fazer bem ao ego, faz bem ao mercado de trabalho, que precisa de profissionais com disposição e conhecimento para atuar na área. Na cidade são, pelo menos, 17 clínicas que oferecem esse serviço e três cursos de formação, que só neste ano pretendem preparar 172 novos profissionais. A estética, além de atuar com embelezamento, como limpeza de pele, maquiagem, depilação e massagens, também é responsável pela promoção de saúde. Por isso, a necessidade de diagnosticar infeções de pele e doenças dermatológicas, elaborar programas de saúde e tratamentos, inclusive com a aplicação de cosméticos. Vale lembrar que o mercado de trabalho não se limita apenas à estética facial e corporal. Os tratamentos capilares, ainda pouco procurados, estão se tornando presentes nos centros especializados. As terapias alternativas, a exemplo do reiki e da cromoterapia, também vêm ganhando espaço nas clínicas, spas, academias e hotéis. Os esteticistas podem atuar diretamente em domicílios, clínicas de cirurgia plástica ou qualquer outro estabelecimento da área. A rotina não é das mais fáceis. O número de pacientes atendidos diariamente por um esteticista é crescente. As mulheres são maioria, principalmente as com idade entre 20 e 50 anos, mas os homens, agora menos machistas, também estão desfrutando dessas técnicas. Para os adolescentes, a boa notícia é que o calvário das espinhas, acnes e manchas na pele pode ter um refresco com as sessões e o tratamento oferecidos. QUANTO GANHA? Para profissionais registrados, a carga horária do serviço é de oito horas diárias. Nesse caso, o salário base é R$ 680,00 (sem descontos). Para engordar o faturamento, alguns profissionais preferem trabalhar recebendo entre 30% e 40% do faturamento total do seu serviço. “Assim é melhor. Trabalho dez horas por dia, mas recebo em média R$ 800”, disse a esteticista Ana Cláudia Alvarenga, 27. Ela atua na área há pouco mais de um ano, depois que fez um curso de massoterapia. Hoje em dia, Ana Cláudia cobra, no mínimo, R$ 20 por uma sessão de drenagem linfática, mas garante que uma sessão de peeling (técnica para remover as células mortas da pele e eliminar manchas) pode chegar a custar até R$ 120. A maioria dos pacientes faz de cinco a dez sessões para cada tipo de tratamento. Mas para conseguir atender toda a clientela e, assim, ter um salário rentável, o esteticista precisa estar disposto a trabalhar em horários inusitados (antes das 8 horas, depois das 18 horas, entre o horário de almoço e até nos fins de semana e feriados), o que nem sempre agrada aos amigos, à família ou ao parceiro. Mas para Ana, as vantagens são mais valiosas: “Como trabalhamos com atendimentos pré-agendados, eu mesma posso fazer meus horários. Sem contar a realização de ver o paciente satisfeito com o resultado, e a cumplicidade e o respeito com que me tratam”. Mas esses não foram os únicos motivos que fizeram Ana Cláudia escolher essa profissão. “Durante mais de dois anos eu fiz massagem modeladora. Fiquei tão próxima a esse universo que vi nele uma maneira de viver. Não me arrependo, gosto muito do que faço”. A estudante Maísa Scarandi, 22, “adora um espelho” e acredita que essa paixão a levou a escolher a estética como profissão. “Nunca trabalhei na área mas me identifico com esse ambiente. Sou vaidosa e isso vai me ajudar a cuidar de mim e dos meus futuros pacientes”.

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