Queimada da cana termina até 2017


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Apesar do crescimento da plantação de cana-de-açúcar, o número de emprego não deve subir na mesma proporção. Um acordo firmado entre as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente e Agricultura e a única (União da Indústria da Cana-de-açúcar) determinou que a queima da planta seja 100% eliminada até 2014, na área já mecanizada, e 2017, nas regiões que ainda não iniciaram o corte com máquinas. A redução deve ser gradativa. Com a mecanização, inevitavelmente, postos de trabalho serão fechados. As usinas não sabem ainda como farão absorver os trabalhadores. O fato é que nem todos conseguirão uma vaga. Uma alternativa seriam as lavouras de café. O problema é que a colheita mecanizada também já chegou na cafeicultura. Em algumas propriedades da região, a colheita com máquinas chega a 70% da área plantada. Um estudo divulgado pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola) revela que em regiões como Ribeirão Preto, Jaboticabal e Araraquara, que juntas empregam 8.730 pessoas, o aumento anual de 1% na mecanização representa a demissão de 2,7 mil trabalhadores. O estudo revelou ainda que a região de Orlândia é a campeã em mecanização. Atualmente, 66,8% da safra daquela região é cortada com a utilização de maquinário. A região de Franca é a terceira do Estado em safra mecanizada. No ano passado, 58,4% do total de 11 milhões de toneladas foram cortados com ajuda de máquina. A tendência é aumentar em toda a região. Isso porque enquanto um trabalhador corta 7 toneladas de cana queimada ou 3 toneladas de cana crua por dia de trabalho, a máquina colhe 800 toneladas de cana crua por dia.

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