A catadora de materiais recicláveis Marina Aparecida Custódio dos Santos teve um fim de semana e uma segunda-feira difíceis. No sábado, Marina procurou a reportagem do Comércio da Franca à noite para denunciar problemas no atendimento na Santa Casa de Franca. Naquele dia, a catadora levou seu marido, Eurípedes dos Santos, 49, que passava mal, para ser atendido no Pronto-Socorro “Dr. Janjão”.
Horas depois, no Hospital do Coração, seu marido morreu. Na manhã de segunda, outro golpe abalou a catadora: seu cavalo, usado para puxar a carroça com a qual carrega materiais recicláveis, foi morto a machadadas.
As agruras de Marina dos Santos começou no sábado, por volta das 15 horas, quando levou seu marido ao PS. Marina dos Santos alega que o médico que atendeu seu marido identificou a necessidade de ele ser transferido para a Santa Casa. Eurípedes, no entanto, só foi transferido para a Santa Casa às 20 horas. Por volta da meia-noite, após ser diagnosticado que Eurípedes havia sofrido um infarto, ele foi transferido para a UTI do Hospital do Coração, onde morreu.
Segundo a assessoria da Santa Casa, o único pedido de transferência feito pelo PS foi feito às 19h08 por fax. “Sua transferência foi realizada tão logo a Santa Casa recebeu o fax”, disse Lila Crespo, assessora do local. A reportagem procurou o secretário Alexandre Ferreira para dar a sua versão e explicar quais foram os atendimentos prestados a Eurípedes no PS “Dr. Janjão”. Sua secretária informou que ele passaria dois dias (segunda e terça-feira) em Ribeirão Preto em um encontro com a Secretaria Estadual de Saúde.
Marina enterrou seu marido às 17 horas de domingo no cemitério Santo Agostinho. Seu cavalo, morto a machadadas por desconhecidos, deveria ser retirado de perto de sua casa pela Prefeitura ontem à tarde.
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