A situação na casa da sapateira Elaine Cristina de Paula, 30, só não está pior porque ela conta com ajuda de pessoas da igreja, vizinhos e familiares. Eles doam alimentos e leite para a mãe se alimentar e cuidar dos filhos.
A dona de casa Maria do Carmo Pimenta, 44, mora na mesma rua que Elaine e, mesmo passando necessidades, se sensibiliza e ajuda a vizinha. “Meu marido era funileiro, mas sofreu um derrame e ficou sem falar nem andar. Ele não trabalha mais e nós ainda não conseguimos a aposentadoria. Só temos o que comer porque ganhamos, mas quando tenho alguma coisa reparto com a Elaine porque é triste ver a situação dela. Não tenho muito, mas ajudo como posso”, disse.
A sogra da sapateira, a dona de casa Maria Araceli, 57, vive situação semelhante. Ela mora em Ibiraci e, quando consegue “juntar uns troco” para a passagem até Franca, ajuda a nora e os netos. O transporte de ônibus custa cerca de R$ 10 para ida e volta. “Não tenho como ajudar. Meu marido só recebe um salário mínimo. Faço o que posso. Trouxe meu gás para ela cozinhar para as crianças e eu vou fazer comida no fogão a lenha. Pelo menos lá tenho como usar lenha, ela não. Como vou deixar os meninos sem comida?”.
O arroz e feijão que ainda restavam ontem na casa de Elaine tinham sido doados pela Igreja Universal, da qual faz parte.
E O MUNICÍPIO
A família já é acompanhada pelo Cras (Centro de Referência e Assistência Social) da região Leste, pois recebe Bolsa Família.
Mas o secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que Elaine deve procurar o Cras novamente se tiver passando necessidades. “A assistente social precisará fazer uma visita domiciliar e avaliação para saber a real situação
e como assisti-la”, disse o secretário.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.