Sem contar com muita liberdade para fazer propaganda, os pretendentes aos cargos de vereador e prefeito em Franca terão de utilizar um velho método de campanha: o corpo-a-corpo. As novas regras, de acordo com alguns pré-candidatos e dirigentes de partidos políticos, nivelam mais a disputa e favorecem quem tiver as melhores propostas, além, é claro, de mais lábia.
Para o presidente do diretório municipal do PMDB, Milton Baldochi, o carisma passa a contar mais no momento de disputar a preferência do público. Ele acredita que sairá vitorioso quem tiver as melhores propostas e souber abordar a população. “É esse o político que vai conseguir reunir público em um comício mesmo sem poder levar artistas”, afirma.
As incursões em bairros da periferia também deverão ganhar força, já que o candidato não poderá colar sua foto em postes e pontos de ônibus. Assim, pequenas reuniões com os moradores destas áreas e a visita de porta em porta também serão armas importantes de campanha. “Independente de partido, esse negócio de showmício só ilude a população. Agora, vai ser eleito quem tiver planos reais e souber dialogar”, disse o pré-candidato do PT, Paulo Afonso Ribeiro.
NADA MUDA
Se muitos estão preocupados, há quem diga que as proibições não atrapalharão em nada. É o caso do vereador Donizete da Farmácia (PMN). Para ele, as mudanças serão empecilho maior para candidatos novos. “Em 2004, os brindes foram mais importantes para mim, porque muita gente não sabia que eu era candidato. Agora, meu nome já está feito pela cidade”, afirma.
Silas Cuba (PT) é outro que diz não temer as restrições. Ele afirma que se elegeu, em 2004, com uma campanha “simples” e que buscará o segundo mandato da mesma forma. “Consegui votos com meu próprio esforço, de minha família e de meus amigos. Fui de casa em casa no bairro pedindo apoio. Vou repetir a estratégia este ano”, diz o vereador petista.
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