Os candidatos a prefeito e vereador terão de priorizar o contato direto com o eleitorado e a destreza em discursos para ganhar votos na eleição de 5 de outubro. Velhos e importantes artifícios, como chaveiros, camisetas, bonés e principalmente os grandes showmícios não poderão fazer parte da campanha. A lista de restrições impostas pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) é extensa e as punições são rígidas, o que limitará muito a atuação dos marqueteiros políticos.
As proibições foram impostas pela minirreforma de 2006 com o objetivo de diminuir o uso de “caixa dois” nas campanhas. Naquele mesmo ano, as novas regras já foram aplicadas na eleição para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Se muita gente, na ocasião, achou as campanhas “chochas”, em âmbito municipal as restrições deverão ser sentidas ainda mais.
A começar dos showmícios. No pleito de 2004, artistas consagrados como Gian e Giovani e Leonardo reuniram multidões para promover as campanhas, respectivamente, de Sidnei Rocha (PSDB) e Cassiano Pimentel (PT). Agora, com somente os próprios candidatos no palco, é grande a chance de esvaziamento nos eventos.
Os suvenires também estão vetados. Todos eles. Com isso, perde-se a possibilidade de conquistar admiradores - e votos - com “mimos” como os tradicionais jogos de camisa para times de futebol, camisetas, bonés e chaveiros. Até mesmo os cartazes que eram colados em postes, pontos de ônibus e passarelas estão vetados.
O promotor eleitoral Carlos Henrique Gasparoto afirma que não haverá tolerância com qualquer tipo de quebra nas regras. Todas as denúncias de irregularidades, segundo ele, serão apuradas e encaminhadas à Justiça Eleitoral. “Os candidatos é que têm de se adequar à legislação e não ao contrário”.
Quem desobedecer a qualquer uma das determinações ficará sujeito a multas com valores que vão de R$ 5,3 mil a R$ 15,9 mil e correrá o risco, até, de ter a candidatura cassada pela Justiça Eleitoral.
CAIXA ENXUTO
Se por um lado as ações de marketing político ficam limitadas, por outro, os valores gastos com as campanhas deverão ser bem menores este ano em relação à eleição passada. Os próprios candidatos reconhecem que o corpo-a-corpo deverá protagonizar a disputa (leia texto na página A-5).
Em 2004, os cinco candidatos à Prefeitura gastaram, juntos, R$ 957 mil. Boa parte do montante com as práticas agora proibidas.
Segundo as declarações entregues ao TRE, o vencedor do pleito, Sidnei Rocha (PSDB), destinou 40% dos R$ 321 mil que gastou a shows, brindes e outdoors. Gilson de Souza (DEM) utilizou um pouco menos: 31% dos R$ 183 mil que custou sua campanha. Já Rui Pieri, que concorreu pelo PP, bateu à marca de 48%. No total, ele gastou R$ 69 mil.
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